Bernardino Soares, presidente da Câmara Municipal de Loures, aponta o dedo à “enorme carência e desajuste às necessidades da população” relativamente aos transportes.
O autarca reivindica a extensão do Metropolitano de Lisboa até ao concelho de Loures, nomeadamente através das linhas amarela e vermelha, o alargamento do serviço da Carris e a criação de interfaces modais nas localidades de Santa Iria da Azoia, Bobadela e Sacavém. O assunto foi discutido num debate sobre mobilidade sustentável, realizado no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.
Relativamente à extensão do Metropolitano, a autarquia de Loures pretende a criação de estações em Santo António dos Cavaleiros, Hospital Beatriz Ângelo, Loures (cidade) e no Infantado, assim como na Portela e em Sacavém, situação que beneficiaria mais de 136 mil habitantes. Atualmente, o concelho de Loures é servido somente por uma estação (Moscavide) junto ao Parque das Nações.
Quanto ao alargamento do serviço da Carris, a Câmara Municipal de Loures pretende que, além das freguesias da Portela, Moscavide, Prior Velho e Fetais, este possa chegar igualmente a Sacavém, à União de Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação e a Santo António dos Cavaleiros. A criação de interfaces modais nas localidades de Santa Iria de Azoia, Bobadela e Sacavém, é outras das medidas que poderão promover “uma articulação entre o transporte rodoviário e o ferroviário”.
Outro assunto comentado pelo autarca de Loures foi a redução do preço dos passes na região, proposta anunciada recentemente por Fernando Medida, presidente da CML e da AML. Bernardino Soares considera que a concretização desta medida "será um avanço enorme", ao mesmo tempo que irá incentivar mais pessoas a utilizar os transportes públicos. “Atualmente, é mais barato andar de transporte privado do que público”, lamentou.
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