quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018

 
Passageiros & Mobilidade
28-08-2018

Transporte de crianças
Famility, a plataforma que gere as deslocações escolares
A plataforma Famility, brevemente disponível, quer juntar num mesmo espaço famílias e empresas de transporte de crianças. O objetivo é facilitar a gestão diária de transportar as crianças de casa para escola e vice-versa, estando também incluído o transporte para outras atividades.



Muitos portugueses têm na sua rotina diária as deslocações à escola para deixar os filhos pela manhã e apanhá-los ao final do dia. Uma tarefa nem sempre fácil, tendo em conta horários e o trânsito em torno das escolas.

Pedro Zamith e José Diogo são dois desses portugueses e, por isso, estão a desenvolver a plataforma Famility. «Famility surgiu de uma dificuldade nossa, que muitas vezes revemos noutras pessoas, que é conseguirmos gerir a mobilidade dos nossos filhos quando, muitas vezes, os horários deles entram em conflito com o horário de trabalho e outras atividades que nós temos».

A ideia destes dois amigos é desenvolver uma plataforma de gestão da mobilidade dos filhos, que permita requisitar um transporte e interligar os locais por onde as crianças têm de passar nesse dia, sempre com os pais a acompanhar à distância onde estão e para onde vão.

«Para as famílias, o Famility interliga numa app as operadoras licenciadas para o transporte de crianças e as escolas potenciando o atual ecossistema e oferecendo mais alternativas aos pais para a mobilidade segura dos seus filhos com total transparência. Com a proposta Famility, os pais vão fazer menos viagens de carro próprio, ganham tempo e melhoram o trânsito das cidades. É a solução para os pais e famílias que nem sempre podem levar ou trazer os seus filhos às escolas e a outras atividades», explicam os fundadores do Famility, projeto apresentado no Mobitrans – 12.º Encontro Transportes em Revista.

Na perspetiva das transportadoras, «passam a ter um sistema que permite otimizar a logística operacional entre 15% a 20% (duas a quatro crianças adicionais por carrinha diariamente) e ainda passam a estar capacitadas para realizar serviços on demand». Para integrar esta plataforma, as empresas têm de estar licenciadas pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes para o transporte de crianças e os veículos e condutores devem cumprir todas as regras de segurança. A aplicação está numa fase de desenvolvimento, mas Pedro Zamith e José Diogo estimam que dentro de três meses terão um protótipo com alguns clientes que permita identificar falhas de forma a que a versão final esteja disponível em maio de 2019. Assim, numa fase inicial «pais ou encarregados de educação que gerem a mobilidade de crianças, que pretendam requisitar transportes através da plataforma Famility devem ser previamente clientes das empresas de transporte. A gestão de acesso é realizada pelas transportadoras», esclarecem José e Diogo. Os fundadores da Famility têm um modelo de negócio que define que «para cada um euro investido na plataforma, as transportadoras possam atingir um retorno de três euros em receitas». Por outro lado, as famílias podem subscrever o serviço, «cujo valor da mensalidade [ainda não divulgada pelos entrevistados] considera a quantidade de carrinhas e passageiros ativos no período».

por Sara Pelicano
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