terça-feira, 20 de Novembro de 2018

 
STCP
Passageiros & Mobilidade
22-08-2018

Inquérito à mobilidade
Automóvel continua a liderar deslocações em Lisboa e Porto
O INE – Instituto Nacional de Estatística já deu a conhecer os resultados provisórios do inquérito à mobilidade, promovido e financiado pelas Áreas Metropolitanas de Lisboa (AML) e do Porto (AMP).



O automóvel continua a ser o principal meio de transporte nas duas áreas metropolitanas, com maior incidência na AMP, com as deslocações a representarem um total de 69%. Em Lisboa, regista-se uma menor dependência do automóvel (59,8%). Nos dias úteis, a representatividade do transporte individual motorizado era 66,5% na AMP e 57,3% na AML. “Nesta rubrica, considerando a globalidade dos dias da semana, destacou-se o automóvel (ligeiro de passageiros) como principal meio de transporte nas deslocações, que foi a opção em 67,6% dos casos na AMP e 58,9% na AML. Nas deslocações nos dias úteis, o automóvel pesou 65,2% na AMP e 56,3% na AML”, revela o inquérito. Por outro lado, regista-se que as deslocações principalmente por modos suaves (pedonal ou bicicleta) já são bastante significativas, tendo atingido 18,9% na AMP e 23,5% na AML.

Lisboetas utilizam mais os transportes públicos que os portuenses
Já os transportes públicos e/ou coletivos, como principal meio de transporte, representaram 11,1% na AMP e 15,8% na AML. “Estes resultados estão, contudo, condicionados pelo elevado número de deslocações a pé, bem como pelo recurso a meios distintos”, revela o INE. Considerando apenas o subconjunto de deslocações por transporte individual motorizado (ligeiros de passageiros e motociclos) e por transporte público/coletivo, verificou-se que o transporte público/coletivo foi o principal meio utilizado em 13,9% das deslocações dos residentes na AMP e 20,9% na AML.

Nos dias úteis, estas percentagens sobem para 16,7% na AMP e 24,3% na AML. O autocarro foi o modo preferencial dos residentes da AMP, ao corresponder a 61% das deslocações, “enquanto para os residentes na AML a sua expressão entre a totalidade de transporte público/coletivo se situou em 49,6%, refletindo a oferta mais diversificada de transporte ferroviário (ligeiro e pesado) e fluvial (rios Tejo e Sado), em função da diferença de geografia”, salienta o documento. Nas duas áreas metropolitanas, o transporte individual (motorizado) só não foi maioritário nas deslocações para estabelecimentos de ensino. Nas deslocações por este motivo, o transporte público/coletivo foi mais relevante, representando 31,7% na AMP e 28,1% na AML (considerando a globalidade dos dias e dos meios de transporte). Os modos suaves (pedonal ou bicicleta) foram particularmente expressivos entre as deslocações para compras (29,6% na AMP e 38,9% na AML).

Os principais motivos que levaram os residentes das duas áreas metropolitanas a optar pelo transporte individual foram a “rapidez” (assinalado por 58,4% e 62,5% dos respondentes, respetivamente) e o “conforto” (49,8% e 50,4%, pela mesma ordem). Seguidamente, foram apontados os motivos de “rede de transportes públicos sem ligação direta ao destino”, “ausência de alternativa” e “serviços de transporte público sem a frequência ou fiabilidade necessárias”. No que concerne aos principais motivos para a utilização dos transportes públicos, o facto de “não conduzir/não ter transporte individual” foi identificado por 52,5% dos residentes na AMP e por 45,3% dos residentes na AML. A “ausência de alternativa” e o “preço/custo do transporte público” surgem imediatamente a seguir (49,5% e 37,9% na AMP e 43,1% e 35,7% na AML). Na avaliação dos transportes públicos, os residentes nas Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa destacaram especialmente a “proximidade à rede/paragens” (73% e 72%, respetivamente, de pontuações quatro ou superior, numa escala até seis). A “segurança” e a “facilidade de transbordo” foram realçadas positivamente na AMP, enquanto na AML se destacou também a “facilidade de transbordo” e ainda a “rapidez”.

Do lado negativo, os residentes da AMP salientaram o “preço/custo do transporte público” e o “acesso por pessoas portadoras de deficiência”, tendo esta última rubrica sido também referido na AML conjuntamente com a “lotação” nos serviços de transporte.

Tempo e distâncias
As deslocações efetuadas pelos residentes na AMP tiveram em média uma duração de 21,8 minutos e uma distância de 10,1 quilómetros. Na AMP, os residentes de Arouca (27,3 minutos e 12,0 quilómetros) e Gondomar (25,3 minutos e 12,0 quilómetros) evidenciaram as deslocações com as maiores durações e distâncias médias.

Na AML, as deslocações dos residentes duraram em média 24,3 minutos para uma distância média de 10,3 quilómetros. Os residentes nos municípios do Seixal e Oeiras fizeram as deslocações com maior duração (em média 27,2 e 25,8 minutos, respetivamente). Os residentes em Alcochete e Mafra foram os que, em média, efetuaram as deslocações mais longas (13,4 quilómetros e 13,1 quilómetros, respetivamente, com durações de 23,1 e 20,6 minutos, pela mesma ordem).

As deslocações por motivo de trabalho tiveram em média, para os residentes na AMP, uma duração de 23,6 minutos e 12,6 quilómetros de distância, enquanto na AML se situaram em 28,9 minutos e 13,1 quilómetros.



Número de deslocações para o trabalho superior a 30% do total
O motivo trabalho correspondeu a 30,3% e 30,8% das deslocações dos residentes na AMP e AML. As deslocações motivadas por compras e assuntos particulares, em conjunto, representaram 33,2% e 31,7% das deslocações na AMP e na AML, respetivamente. Destaca-se ainda a importância do acompanhamento de familiares (incluindo de crianças de/para a escola), que esteve na origem de 15,7% das deslocações na AMP e de 15,2% na AML.

Por outro lado, regista-se que as deslocações intramunicipais representaram 71% na AMP e 65% na AML no total de deslocações com origem e destino na respetiva área metropolitana. Mais de 90% das deslocações na Área Metropolitana do Porto (94%) e na Área Metropolitana de Lisboa (97%) foram realizadas em municípios da respetiva área metropolitana, correspondendo, deste modo, a deslocações intrametropolitanas.

Este inquérito abrangeu perto de 100 mil residentes nas duas áreas e foi efetuado no quarto trimestre de 2017.

De acordo com as estimativas mais recentes da população residente, na Área Metropolitana do Porto (AMP) residem 1,60 milhões de pessoas e na Área Metropolitana de Lisboa (AML) residem 2,57 milhões de pessoas. No conjunto, as duas áreas concentram cerca de 43,9% da população residente em Portugal.

por Pedro Costa Pereira
 
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