domingo, 16 de Dezembro de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
26-07-2018
Locations
Lisboa integra projeto europeu para mobilidade sustentável em destinos de cruzeiro
De forma a promover o turismo de cruzeiro e a potenciar os benefícios económicos, preservando o ambiente, o quotidiano e a identidade dos lugares, foi iniciado em novembro de 2016, o Locations – Mobilidade Sustentável em Destinos de Cruzeiro. Com duração de três anos e um valor global de 2,7 milhões de euros, o projeto visa dotar as cidades parceiras – Lisboa, Málaga (Espanha), Ravenna, Trieste (Itália), Zadar, Rijeka (Croácia) e Durrës (Albânia) – de planos de mobilidade de baixo carbono para o turismo de cruzeiro.

À Transportes em Revista, Rita Castel-Branco, gestora de projeto e membro da Direção Municipal de Mobilidade e Transportes da Câmara Municipal de Lisboa explicou que Lisboa tem a particularidade de ser «a única cidade capital» e como tal, ser também a «cidade mais impactante». Além disso, Lisboa tem «outra escala e uma oferta mais diversificada», o que obriga a um nível de gestão e planeamento mais coordenado. Outro aspecto diferenciador apontado por Rita Castel-Branco é o facto do Locations coincidir com a abertura do novo Terminal de Cruzeiros, existindo «uma oportunidade gigante porque está tudo por fazer e é mais fácil criarmos um sistema com a infraestrutura que se está a desenvolver».

A localização do novo Terminal de Cruzeiros na zona ribeirinha e central de Lisboa acresce necessidades para a criação de uma rede de mobilidade sustentável para os milhares de passageiros que desembarcam de uma só vez naquele local e se “espalham” pelas várias zonas de atração turística.

Da estratégia à prática, Rita Castel-Branco adiantou que, «antes de mais, queremos começar a mapear em SIG (Sistemas de Informação Geográfica) todos os planos e programas que existem, por exemplo: a rede ciclável que já está presente e a previsão de extensão ou os percursos pedonais acessíveis que já estão implementados em determinadas zonas da cidade». Uma vez traçado este mapeamento «numa única cartografia (...) é necessário perceber quais são as roturas na rede».

Um projeto desta envergadura não se faz sem parcerias. «Temos igualmente de continuar a estabelecer parceiros estratégicos e obviamente perceber onde poderemos ir buscar financiamento para aquilo que terá de ser o próprio plano a implementar, e não apenas a articulação com outros planos». O plano de mobilidade de baixo carbono do Locations foi desenvolvido de forma participativa, envolvendo vários atores com diferentes papéis no setor do turismo e dos transportes, nomeadamente: operadores de transportes públicos, equipamentos culturais, juntas de freguesia, a EMEL, turismo, veículos de animação turística, a Administração do Porto de Lisboa e o novo Terminal de Cruzeiros.

“Uma Lisboa melhor para todos”. É esse o objetivo do Locations através da integração dos planos e programas em desenvolvimento e da definição de novas medidas que garantirão redes de mobilidade sustentáveis, contínuas e interligadas na capital portuguesa. O financiamento do projeto provem de várias entidades e programas de apoio, entre os quais: fundos estruturais europeus, H2020 - InterReg, indústria, investidores e startups, taxa turística e verbas de vários planos da CML.

Questionada sobre o papel a desempenhar pela Câmara Municipal de Lisboa, a gestora do projeto Locations afirmou que «a CML tem de liderar este planeamento e de se articular com os parceiros o melhor possível. Lisboa, como destino de referência, quer dar uma boa experiência aos turistas. Só garantindo esta experiência é que conseguimos que os operadores estejam do nosso lado para também eles garantirem a melhor experiência a quem visita a capital portuguesa e tornarem o turismo de cruzeiro uma prática apelativa e cativante».

Na apresentação do Locations, Miguel Gaspar, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, evidenciou a forma como a «CML sabe alavancar estes projetos». Além disso, «o turismo, nomeadamente de cruzeiro, e a mobilidade interessam-nos», disse. Miguel Gaspar lembrou a presença assídua de Portugal neste tipo de iniciativas assim como reforçou a posição do nosso país «na linha da frente para a descarbonização» e Lisboa como Capital Verde 2020.

Sobre o turismo de cruzeiros, o vereador comparou os barcos de cruzeiros «a pequenas cidades com milhares de pessoas», havendo a necessidade emergente de «gerir este fluxo de massas e saber trabalhar os transportes públicos». Na sua intervenção, Miguel Gaspar evidenciou ainda a necessidade de se equilibrarem os locais de atração turística da capital e «mostrar mais a cidade de Lisboa, além da zona baixa e ribeirinha», “de forma a atenuar a pressão no centro histórico e a disseminar os efeitos económicos positivos do turismo a outras partes da cidade”.

Promover os modos ativos (pedonal e bicicleta); melhorar a oferta de transportes públicos e bilhética integrada; regular a frota de veículos turísticos e das respetivas rotas e paragens; diversificar os pontos de atração turística; e integrar as várias redes de mobilidade sustentável, são os pilares do projeto Locations. A meta é simples: reduzir 307.295 toneladas de CO2 até 2030 no setor dos transportes. “Lisboa está na moda”, mas a “moda” paga-se cara se não der as mãos à sustentabilidade ambiental e dos transportes.

Veja o vídeo de apresentação do projeto:
 
 
por: Pedro Venâncio
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