segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018

 
STCP
Passageiros & Mobilidade
09-05-2018
Diz Pedro Marques
Concursos para o Sistema de Mobilidade do Mondego lançados em 2019
Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, confirmou que os primeiros concursos da obra do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), baseado em autocarros elétricos, deverão ser lançados no princípio do próximo ano. O objetivo será unir os concelhos de Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra.

“Estamos a fazer os projetos tal e qual como dissemos na altura” e “a cumprir com aquilo com que nos comprometemos com as populações e com os autarcas”, referiu o governante, questionado pela agência Lusa, em relação ao desenvolvimento do projeto. Recorde-se que Pedro Marques apresentou, há cerca de um ano, a solução MetroBus para o Ramal da Lousã, um projeto que veio dar lugar ao extinto projeto do Metro do Mondego. O projeto do Sistema de Mobilidade do Mondego custará aos cofres do Estado 89,3 milhões de euros.



Também há um ano atrás, o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas emitiu um comunicado a esclarecer que esta é uma obra “económica e financeiramente viável”, uma vez que “terá uma exploração sustentável” e “viabiliza a obtenção de financiamento comunitário”. Além disso, “apresenta um investimento inferior a 100 milhões de euros, que abrange a infraestrutura, equipamentos e veículos, substancialmente mais baixo que o necessário à concretização do metro ligeiro de superfície (295 milhões de euros)”.

Ao invés da inviável circulação de um metro de superfície, a solução do Estado passa pela implementação de uma frota de 43 “veículos 100% elétricos, não poluentes”, que irão circular em canal dedicado, mais precisamente “no canal ferroviário entre Serpins e Alto de S. João, rentabilizando deste modo os investimentos já realizados”, refere o mesmo comunicado do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.



Este é um tema em discussão há já vários anos, tendo inclusivamente a Transportes em Revista promovido uma sessão-debate, denominada “Metro do Mondego Alternativa Busway”, em abril de 2016, onde técnicos e especialistas em transportes discutiram e analisaram a eventual implementação de um sistema de autocarros em via dedicada no corredor do Ramal da Lousã, que pudesse constituir uma solução de mobilidade mais económica e rápida para servir as populações da região de Coimbra.

Na mesma altura, José Mendes, secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, deu uma entrevista à Transportes em Revista, onde destacou que a criação de um sistema de Bus Rapid Transit (BRT) seria «a opção mais correta no sentido de responder às necessidades de transporte de forma economicamente mais interessante». Além disso, adiantou que «essa solução foi adotada em várias geografias com sucesso, correspondendo a um sistema mais estruturado e massificado, com corredores, o que já exige alguma escala».
por: Pedro Venâncio
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Comentários
24-07-2018 17:33:33 por Carlos Gaivoto
Em Março de 2006, demonstrouse que o TramTrain é a solução para o BaixoMondego. Ali foi explicada toda a estratégia e os benefícios oara esta subregião com as economias de escala duma mutualização desta rede ferroviária ligeira de superfície que tem a incumbência de ser estruturante nesta idsde das alterações climáticas. É entrndida como uma valorização do território na sua FBCF.Ao contrário, passada a fase dos que administram o betão no território e que encareceram aquela estratégia, na Alemanha seriam presos, vêm agora uns pseudo economistas a vender gato por lebre. É claro que este BRT não vai resolver o problema e é mais dinheiro público deitado à rua pois, não se está a falar da mesma tecnologia e sujeita a uma menor duração. Como diz o povo, o tempo é o grande mestre mas,como infelizmente, estamos perante processos de avaliação e decisão não sujeitos a criteriosas metodologias de comparação das tecnologias de TCSP, ficase à mercê duns quantos vendedores de banha da cobra, estica e não dobra, dum país sem estruturas técnicas que pudessem evidenciar uma solução para se diminuir os custos escondidos da dispersão urbana. Foi essa a estratégia Não. O que foi então vendido como alternativa O começo da destruição da estrela ferroviária com a benção dos actuais dirigentes da IP, dominada pelo lobby rodoviário. Seria preciso ler o Vuchik e o Kenworthy oara se desfazer estes malentendidos e sobretudo acabar vom o Business As Usual que é o que esta gente só sabe fazer. Por isso, é que nem se consegue reduzir o défice nem se pagar a dívida pois, estes senhores só sabem aumentála. Assim, nem descarbonização nem sustentabilidade. Estejamos pois, atentos e se possível evitar mais este disparate de se cender um BRT quando a solução é mesmo ferroviária.
10-05-2018 14:59:01 por sérgio
Quem tudo quer, tudo perde A culpa é dos políticos de Coimbra. A mania dos metros de superfície, deu nisto. Se tivessem renovado a via que existia e comprado novas e modernas automotoras, a população não teria ficado anos sem o serviço e ficaria com viagens mais rápidas e cómodas em comparação com o que pretendem implementar. E o investimento seria muito inferior aos milhões já gastos e que ainda vão gastar.
10-05-2018 13:53:28 por LUIS RIBEIRO
FINALMEMTE UMA PEQUENA SOLUÇAO, PORQUE COIMBRA TEM QUE CRESCER MAIS TECNOLOGICAMENTE, NAO É SO LISBOA E PORTO
  
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