segunda-feira, 17 de Junho de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
24-04-2018
Diz Fernando Medina
«O elétrico vai voltar em força à cidade de Lisboa»
O Elétrico 24 voltou às ruas da cidade de Lisboa 23 anos depois. Dias 24 e 25 de abril, as viagens serão gratuitas para todos os passageiros, naquela que é «uma das linhas mais bonitas, mais carismáticas e mais acarinhadas pelos lisboetas», disse Fernando Medina.

A viagem de reinauguração do Elétrico 24 contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e do presidente da Carris, Tiago Lopes Farias. Após a recepção à comunicação social, a viagem teve início na Praça de Campolide, passando pela Rua das Amoreiras, Jardim das Amoreiras, Rato, Rua da Escola Politécnica, Príncipe Real, Ascensor da Glória e Largo Trindade Coelho, terminando na Praça Luís de Camões. A extensão da carreira 24 está prevista até ao Cais do Sodré, contudo, é necessária a eletrificação da Rua do Alecrim para que tal se realize.

Tiago Farias, presidente da Carris, admitiu que o Elétrico 24 vem dar mais transporte às pessoas. «A cidade precisa de mais oferta de transporte público e é isso que a Carris tem vindo a fazer de uma forma progressiva. Hoje, dá-se aqui um passo muito importante que é o alargar da rede de elétricos ao serviço da cidade de Lisboa».

O responsável da Carris avançou ainda que, além do 24, «há outros projetos para expandir, nomeadamente a linha 15, para o lado poente e nascente». Tiago Farias sublinhou o «momento histórico» do regresso de «uma linha que funcionou durante 90 anos na cidade de Lisboa e que esteve parada cerca de 23 anos».

Questionado sobre o número de passageiros transportados no curto prazo, Tiago Farias frisou que «não temos nenhuma previsão». Para já, avançou, «vamos começar a operar com três elétricos todos os dias da semana, com um horário bastante extenso, mesmo aos fins de semana, e vamos depois ajustando à procura que se vier a verificar».

Depois dos cerca de 20 minutos da viagem entre Campolide e a Praça Luís de Camões, Fernando Medina disse aos presentes ser «uma grande alegria para todos nós podermos devolver o Elétrico 24 à cidade de Lisboa». Para o autarca, o facto da Carris ser atualmente propriedade da câmara, ajudou à celeridade do regresso desta carreira. «Assim que a Carris passou para a câmara, assumimos que tínhamos de o fazer. Mais de 20 anos depois o Elétrico 24 volta a circular entre Campolide e o Largo de Camões, e daqui a uns meses, irá até ao Cais do Sodré».

Fernando Medina prometeu ainda que «vamos continuar a expandir o elétrico, uma vez que é um meio de transporte sustentável do ponto de visto ambiental e culturalmente típico da nossa cidade». Para o presidente da CML, é necessário «reforçar o transporte público como uma alternativa credível, de confiança, que as pessoas possam ter ao seus dispor».

Em uníssono com o presidente da Carris, Fernando Medina, explicou que «está em preparação estendermos o Elétrico 15 até à Cruz Quebrada, e possivelmente mais dentro do município de Oeiras, abrangendo uma parte importante da população que pode ser servida por transporte público». Posteriormente, o plano passa por «levar o 15 até Santa Apolónia e depois até ao Parque das Nações».

Confrontado com o investimento municipal previsto para o regresso desta linha de elétrico, Fernando Medina não avançou com números, preferindo apenas destacar que, «o que nós fizemos, foi utilizar material que estava afeto aos circuitos turísticos e repô-lo como carreira normal. Foram obviamente feitos investimentos na recuperação de linhas e de catenárias em pequenos troços onde tal era necessário, mas o maior investimento é o da vontade política».
por: Pedro Venâncio
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Comentários
02-05-2018 15:08:03 por Miguel Keler
«O elétrico vai voltar em força à cidade de Lisboa». Espero bem que sim. Acho muito bem. Que volte em força. Já agora, para que os mais velhos ou a caminho de velhos ainda possam vir a vêlo, que venham também rapidamente. Rapidamente e em força. Porque «andar rapidamente e em força é o desafio que vai pôr â prova a nossa capacidade de decisão.» Rapidamente e em força, pois
26-04-2018 9:10:21 por Carlos Gaivoto
Existe um vontade política de mudar para o reforço do TP na cidade, em particular, na rede de TC tanto ao nível de autocarros como de eléctricos e isso só pode ser visto como bom prenúncio, tanto mais que a necessidade de descarbonizar a cidade só pode ser feita com o refoço da oferta dos modos alternativos, neste caso, das redes de TC. Dirseá que se entrou no caminho da sustentabilidade, caso se mantenham os objectivos e aqui, eles só poderão ser cumpridos se houver, em simultâneo, um planeamento estratégico que enquadre o planeamento operacional pois, como se sabe, desde há mais de duas décadas, o TC perdeu significativamente quota modal nas deslocações motorizadas porque as políticas públicas, favoreceram a dispersão urbana e tornaram o automóvel como o modo mais utilizado. A cidade de Lisboa tornouse um grande parque de estacionamento e o suburbano ídem pois, o investimento feito em infraestrutura rodoviária, só reforçou este padrão de acessibilidade e de mobilidade. Portanto, nesta mudança de paradigma, é bom que estes sinais de reorientação da política pública para o TC, em particular, de superfície, tenha de ser apoiado e ajudado pelos vários níveis de administração do Estado, desde o Governo, ao Parlamento, passando pelas estruturas intermédias duma qualquer área metropolitana ou comunidade urbana. Os fundos Europeus não devem ser esquecidos e a reforma do Sector deve concluir esses objectivos e programas de transição ecológica. E se na Europa, esses programas estão mais adiantados, por exemplo, bastaria olhar para o que se está a passar em França que em trinta anos, mais de 20 cidades construíram redes de eléctricos no caso dos EUA, também, começaram a construir essas redes, como é o caso de Nashville ver : http://letsmovenashville.com/ , para se responder aos efeitos da dispersão urbana, cujos custos escondidos, agravam os défices orçamentais dos municípios e a Dívida.No caso de Lisboa, a rede de eléctricos é importante e estratégica se for expandida na base da interoperabilidade da rede ferroviária. Quando a Carris e o Metro apresentaram ao Governo o projecto de LRT entre Algés e Loures ou quando a Carris estudou e apresentou uma rede estratégica de eléctricos para Lisboa à CML, em ambos os casos a resposta foi negativa. Estavase ainda no impacto duma recente expansão da rede rodoviária da AML e por todo o lado o automóvel era favorecido. Hoje, a tendência é contrária e o assumir que o LRT pode favorecer a mudança de paradigma, só pode ter o consenso generalizado dos que defendem a sustentabilidade do sistema de transportes. O passo seguinte, é respeitar os estudos que já estão feitos e sobretudo adquirir mais conhecimento sobre questões tão importantes como interoperabilidade ferroviária pois, com esse conhecimento e sabedoria, fica evidenciada a estratégia de menos carros na cidade e nos concelhos limítrofes e fazer deslocar as pessoas com mais Transporte Colectivo. O sistema ferroviário está construído, só precisa duns toques de conhecimento e de sabedoria pois, com mais conectividade deste sistema, o veículo híbrido dará resposta à mobilidade sustentável complementada pelas redes de autocarros e com isto o custo por km fica mais barato do que os 1,9km de Metro e não resolve nada. Será que é desta que o LRT pode desempenhar as suas funções de transporte e de acessibilidade numa área metropolitana caracterizada por ter tão elevada dispersão urbana Na área metropolitana do Porto, o LRT já está a cumprir esse objectivo e essa missão de forma mais económica, claro.
25-04-2018 19:00:58 por Fernando Silva
É bom o eléctrico 24 voltar a circular na cidade, viajei muitas vezes nele do Carmo ao Rato devido a minha avó paterna viver no largo do Rato, eu gostaria que o eléctrico 24 tivesse a mesma rota de antigamente ou seja Carmo rua da alfandega era talvez a rota mais comprida de eléctricos em Lisboa.
  
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