terça-feira, 14 de Agosto de 2018

 
RL 468x60
Passageiros & Mobilidade
28-03-2018
Com a Brisa
Estado vai negociar faixa para autocarros na A5
O Estado vai negociar com a Brisa a criação de uma faixa única dedicada ao transporte público de passageiros na A5, entre Lisboa e Cascais. Esta é uma hipótese há muito estudada pelas autarquias de Lisboa, Oeiras e Cascais para a criação de uma rede regular de transporte de passageiros naquela autoestrada concessionada pela Brisa.

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, é um dos defensores deste projeto que, a acontecer, obrigará à renegociação com a concessionária Brisa sobre o tráfego da A5. Recorde-se que Fernando Medida já tinha esclarecido em exclusivo à Transportes em Revista que «estamos a estudar essa hipótese que certamente fará parte do plano de investimentos estratégicos que a AML irá apresentar ao Governo. Neste momento, Lisboa e Cascais já estão a desenvolver esse trabalho e Oeiras irá entrar brevemente. O que posso dizer é que há um grande empenho dos três municípios em desenvolver uma solução de transporte público na A5».

No Ciclo de Palestras promovido pela Transportes em Revista e a SRS Advogados, no passado mês de dezembro, Fernando Medina sublinhou ainda que «equacionar o transporte público na A5 é a demonstração de como o investimento no sistema de transportes não acompanhou a dinâmica demográfica e urbana. Hoje, a grande via de acesso à cidade de Lisboa é uma autoestrada que não tem transporte público dedicado».

Em cima da mesa, estará assim a proposta para a criação de uma via exclusivamente dedicada ao transporte de passageiros, em ambos os sentidos, em horários a determinar. No despacho assinado pela coordenadora da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP), em Diário da República, pode ler-se que “a sustentabilidade das contas públicas, por um lado, e a promoção de mobilidade sustentável, por outro lado, recomendam que sejam repensadas as regras contratuais relativas a alargamentos, dotando-as de coerência face a políticas de transporte mais atuais e sustentáveis”.

O despacho publicado esta segunda-feira refere ainda que “sejam ponderados investimentos alternativos de maior proximidade, que privilegiem a acessibilidade e coesão territorial, em detrimento de meros reforços de capacidade”.

Neste processo de renegociação entre as partes está ainda em discussão “a devolução de comparticipações pagas pelo concedente para empreendimentos não realizados, a avaliação das condições para o alargamento do regime de exceção relativo à classe 1 de portagens e a exploração de possibilidades de obtenção de ganhos de eficiência na relação contratual”, refere o Negócios. Por outras palavras, o Executivo pretende reaver verbas entregues à concessionária por empreendimentos e obras não realizadas.

Além da negociação em torno da criação de uma via exclusiva ao transporte de passageiros, o despacho sublinha ainda que devem ser avaliadas propostas para a “Eventual Revisão do Sistema de Classificação de Veículos Ligeiros (classes 1 e 2) para efeitos de Aplicação de Taxas de Portagem”. Pretende-se, assim, avaliar eventuais soluções que permitam o alargamento do regime de exceção relativo às classes 1 e 2 nas autoestradas nacionais.
por: Pedro Venâncio
1784 pessoas leram este artigo
182 pessoas imprimiram este artigo
0 pessoas enviaram este artigo a um amigo
5 pessoas comentaram este artigo
Comentários
04-04-2018 17:03:09 por Manuel Seabra
Um grande parqueamento no Estádio Nacional, com um serviço em navette para vários destinos na cidade, iria reduzir drásticamente os tempos de percurso e permitir assim aumentar muito as frequências para os vários destinos, com muito menos frota. Além de reduzir fortemente as indemnizações a pagar à Brisa...
02-04-2018 13:37:11 por Miguel Gomes
Tudo com base em negociações com os privados para sacar proveitos.Se existe um IC 19 que está na esfera da Infraestruturas de Portugal e que dizem ser das estradas mais saturadas da Europa. Se existe uma linha ferroviária com milhares de queixas anualmente ao nível do serviço. E por último, se existe um concelho de Sintra que é o segundo maior município do país em população, por que carga de água não se pode começar já por aqui, na medida em que todas as condicionantes dependem pura e simplesmente da administração central Dá que pensar
29-03-2018 1:35:23 por LUIS RIBEIRO
A 2ª CIRCULAR PRECISA TAMBEM DUMA FAIXA DE BUS OU TROLEICARRO OU OUTRO MEIO DE PASSAGEIROS, LIGANDO A UMA ESTAÇAO DE COMBOIOS DA LINHA DE SINTRA.
29-03-2018 1:30:44 por LUIS RIBEIRO
FINALMENTE A AUTO ESTRADA A5 LISBOA CASCAIS,TERÁ UMA FAIXA DE BUS OU DE TROLEICARRO, JÁ ERA SENDO TEMPO.
28-03-2018 19:03:34 por Interfaces Portugal
Mais vale tarde do que nuncaNo segundo Dia Europeu sem carros a que Lisboa aderiu no ano 2001, foi criado um corredor BUS na A5 desde o Estádio Nacional até ao Marquês de Pombal.No Estádio Nacional foram utilizados os parques de estacionamento como parques dissuasores e foi criado um Shuttle com autocarros da Vimeca que chegaram a partir, na hora de ponta da manhã, de 3 em 3 minutos e que demoravam 7 minutos a realizar o percurso.Com apenas 7 autocarros de turismo com 50 lugares sentados, foi oferecida uma capacidade de 1.000 lugares por hora, que se podia traduzir em quase menos 1.000 veículos a entrar em Lisboa.Centenas de pessoas naquele dia experienciaram aquela oportunidade e também centenas delas perguntavam se no dia seguinte havia mais...Nunca mais houve :A implementação da solução noticiada é da maior importância para a qualidade de vida da nossa cidade, porque o número de veículos que se pode retirar a Lisboa é verdadeiramente significativo, além de promover a utilização de modos suaves, como a bicicleta, quer a montante quer a jusante do corredor na A5, se o serviço de transporte publico que circular no corredor tenha uma qualidade muito acima da média, um tarifário totalmente integrado com o sistema vigente ou que venha a ser adotado e incluir todos os modos utilizados, sem perder de vista o seguinte:Ninguém muda um hábito, porque sim. Um hábito mudase, mudando o valor da recompensa que é obtida/percepcionada no ciclo do hábito que se pretende mudar. Acreditamos que alguém irá de bicicleta para embarcar no transporte que percorre o corredor na A5 se experienciar o bem estar resultante do exercício fisico realizado, a comodidade do meio de transporte que beneficia de uma frequência e tempo de viagem inigualável para a mesma O/D, um preço por viagem imbatível e sem dificuldades de validação.No entanto, se faltar coragem na reta final e se se criarem exceções na circulação no corredor para veículos com mais de x ou y lugares ocupados, ou outras, então talvez o resultado não venha a ser o esperado, a frequência não venha a ser a desejada, os veículos não venham a ser os idealizados, o preço não venha a ser otimizado e lá se perdeu mais uma excelente oportunidade.Fernando Costa
  
Deixe o seu comentário!

 


 

  



Spinerg


  





Chronopost







RSS TR Twitter Facebook TR Canal Transportes Online

Dicas & Pistas © 2009, Todos os Direitos Reservados

Condições de Utilização | Declaração de Privacidade
desenvolvido por GISMÉDIA