quinta-feira, 21 de Junho de 2018

 
caetano 468x60
Passageiros & Mobilidade
15-03-2018

Velocidade móvel
Conheço o Zé há alguns anos, não muitos, mas os suficientes para o endereçar desta forma e saber que a acidez do apelido não espelha o fino trato e o espírito conciliador com que aborda as discussões que promove regularmente neste setor dos transportes. Quem com ele lidou reconhece-lhe também a independência de pensamento que muitas vezes torna cáustica a sua opinião e intervenção cívica. É esta, no entanto, das suas principais virtudes e o que lhe permite, há alguns anos, liderar a imprensa escrita no setor com esta publicação. Sendo um homem de visão nas questões da mobilidade, não se poderia esgotar nos transportes. Foi na mobilidade digital que cruzámos caminho no início da década, mas foi sentados que encontrámos nesta, a razão de longas conversas e bons repastos. Por estes e por este convite de verter umas palavras sobre tecnologia mobile, o meu agradecimento ao José Monteiro Limão.

E o que mudou nestes oito anos. É um exercício que provavelmente não fazemos com regularidade que merece. A rapidez do desenvolvimento tecnológico de tão célere se tornou que na maioria das vezes aceitamos correr sem pensar. É verdade que em conferências e ‘think thanks’ se discute o futuro da mobilidade nas cidades, que na Assembleia da República se discute a legalidade das novas plataformas de transportes e que nas ruas os sindicatos e sindicalizados exercem a sua liberdade de expressão. Mas estaremos a discutir estes assuntos à velocidade da lei de Moore?

Em 2010, trabalhar na área do desenvolvimento aplicacional móvel foi uma espécie de vocação (trabalho) evangélica. Em oito anos, impulsionados por uma crise económica global, uma revolução energética por esta também forçada e uma evolução tecnológica à velocidade do Musk pusemos veículos a andar sozinhos sem recurso a combustíveis fósseis, drones a entregar mercadoria e computadores a ensinarem-se a si próprios. Nesta área aplicacional aprendemos a viver com a Uber e depois os profissionais com o mytaxi. Surgiram modelos de negócio de mobilidade nas cidades que, como o Citydrive, o eCooltra e mais recentemente o DriveNow puseram BMW’s nas mãos de todos. Pagamos o parqueamento nas cidades com o ePark ou a Via Verde e, esta última também já lhe paga hambúrgueres e atesta o depósito. Por aqui, na Clever Way Mobile desenvolvemos soluções para os Transportes Públicos do Barreiro, para Loulé e já este mês para a Scotturb que permitem aos clientes destas transportadoras saber o quando e o quanto, como e por onde andam os autocarros e pagar por eles com recurso ao computador em forma de telefone que está sempre na mão.

Neste setor há quem conheça o José Limão há bastante mais tempo, mas estes últimos oito anos equivaleram a décadas de desenvolvimento do milénio anterior. E já que a roda já está inventada há muito, fica prometido abordar a bicicleta já na próxima coluna.

por António Simplício
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