domingo, 22 de Julho de 2018

 
caetano 468x60
Passageiros & Mobilidade
16-01-2018
Mobilidade sustentável
Utilização da bicicleta em Lisboa em estudo
Um estudo realizado por duas universidades está a equacionar as barreiras à adoção da bicicleta como modo de transporte em cidades de baixa maturidade ciclável, como é o caso da capital lisboeta. Rosa Félix, investigadora do IST – Instituto Superior Técnico está à frente do projeto que tem como objetivo “caracterizar as escolhas de mobilidade e transportes de residentes, trabalhadores ou visitantes de Lisboa, compreender quais as motivações para a adoção da bicicleta nas deslocações em meio urbano”, assim como perceber “as barreiras que dificultam a mudança de meio transporte e os incentivos que poderiam ajudar as pessoas a alterar os seus hábitos de transporte”.

Rosa Félix, investigadora na área da mobilidade ciclável e responsável pelo inquérito, sublinha que “o mito das sete colinas continua a ser uma barreira psicológica para a adoção da bicicleta” na capital portuguesa, apesar de um outro estudo indicar que “74% das ruas da capital têm declives até 5%, o que é considerado favorável para a circulação em bicicleta”.

A investigadora adianta que “queremos compreender os fatores que explicam que vários lisboetas tenham já optado pela bicicleta mas a maioria continue a preferir o automóvel ou os transportes públicos, mesmo para distâncias até cinco quilómetros”.

Estudos internacionais têm revelado que a alteração de hábitos de mobilidade em prol da utilização da bicicleta não dependem unicamente da oferta de infraestruturas cicláveis, mas também de incentivos complementares que ajudem a ultrapassar barreiras psicológicas. Rosa Félix frisa que “queremos compreender quais as barreiras percebidas e as expectativas à alteração de hábitos para melhor apoiar o desenho de políticas de promoção da bicicleta”.

O inquérito desenvolvido pela investigadora do IST está disponível durante o mês de janeiro em www.inquerito.bike, sendo o público-alvo os potenciais utilizadores de bicicleta em Lisboa e os atuais ciclistas urbanos, com questões distintas para ambos os grupos.

Foto: Site CML
por: Pedro Venâncio
Tags: Lisboa   Bicicleta   Estudo   IST   Modos Suaves  
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Comentários
17-01-2018 20:48:39 por Fernando Silva
Peço desculpa por discordar, mas as barreiras não serão principalmente psicológicas. Considerar que uma rampa de 5 é apropriada para bicicletas põe logo de parte muita gente por causa da sua condição física. Mesmo em cidades planas, a bicicleta exige esforço físico e arrasta elevada ssinistralidade que seria desejável analisar neste tipo de estudos. Não me refiro apenas aos sinistros em que os ciclistas são vítimas, mas tamebm em que são os peões. Já tive 2 experiencias desagradáveis em paseios algumas vias cicláveis são autenticas ratoeiras para os peões. É um problema que não se resolve apenas com civismo mas tambem com infraestruturas que não existem , não é apenas a convivencia entrepeões e automóveis, é tambem entre peões e bicicletas. Gostaria que o estudo avaliasse a percentagem de pessoas que não anda de bicicleta devido à sua condição física e que se salvaguardasse essa percentagem de espaço para essas pessoas poderem andar em paz nos passeios sem serem incomodadas pelos ciclistas. Salvo melhor opinião, a prioridade deveria ser para os transportes públicos.
  
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