segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

 
Passageiros & Mobilidade
14-12-2017
Projeto fará parte do plano de investimentos da AML
Lisboa, Oeiras e Cascais estudam linha de transportes na A5
As Câmaras Municipais de Lisboa, Oeiras e Cascais estão a estudar a hipótese de criar uma linha de transportes públicos na A5, em via dedicada e exclusiva. Fernando Medina, presidente do Conselho Metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa, referiu em exclusivo à Transportes em Revista, à margem do Ciclo de Palestras Mobilidade, Tendências, Realidades, que «estamos a estudar essa hipótese que certamente fará parte do plano de investimentos estratégicos que a AML irá apresentar ao Governo. Neste momento, Lisboa e Cascais já estão a desenvolver esse trabalho e Oeiras irá entrar brevemente. O que posso dizer é que há um grande empenho dos três municípios em desenvolver uma solução de transporte público na A5». O autarca de Lisboa, que foi o convidado principal da sessão dedicada ao tema “Os Desafios e Oportunidades dos Transportes na AML, realçou que existem um conjunto de investimentos que devem ser considerados «prioritários». Segundo Fernando Medina, «a Linha de Cascais é um exemplo disso mesmo. Anda-se há 30 anos a discutir o que se deve fazer. Seja qual for o modo escolhido, é essencial encontrar uma solução». O presidente da Câmara Municipal de Lisboa referiu que a degradação do serviço na Linha de Cascais foi um fator que também potenciou a migração das populações de Oeiras e Cascais para norte. E que a norte desses concelhos há um ponto comum que é A5.
«Temos de equacionar as prioridades. A Linha de Cascais pode ser responsável pela retirada de Lisboa de dezenas de milhares de utilizadores de transporte individual. Equacionar o transporte público na A5 é a demonstração de como o investimento no sistema de transportes não acompanhou a dinâmica demográfica e urbana. Hoje, a grande via de acesso à cidade de Lisboa é uma autoestrada que não tem transporte público dedicado», avançou Fernando Medina.



 
por: Pedro Pereira
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Comentários
26-12-2017 22:16:42 por Fernanda Martins
Ainda estudam o que já deveria estar feito mais estudos para...concluir o está a vista Haverá mais soluções Fracamente
20-12-2017 23:47:34 por Manuel Seabra
A solução proposta só será eficaz quando se avançar com formas de dissuasão que onerem a entrada na cidade do TI. O problema do CO2 e dos NOx é ponderoso, mas o problema mais imediato é mesmo o da ocupação do espaço urbano pelo TI ter o trânsito totalmente congestionado por veículos eléctricos, em vez do veículos consumidores de combustíveis fósseis, não melhora a situação da ocupação do espaço urbano. E a redução no influxo de TI à cidade só se conseguirá quando se começar a taxar fortemente esse influxo, bem como a circulação dos veículos que já estão dentro do perímetro urbano. Nessa altura terá que haver uma oferta atractiva de TC, e a solução A5/Estádio Nacional poderá funcionar.
20-12-2017 16:49:27 por Manuel Seabra
A solução proposta só será eficaz quando se avançar com formas de dissuasão que onerem a entrada na cidade do TI. O problema do CO2 e dos NOx é ponderoso, mas o problema mais imediato é mesmo o da ocupação do espaço urbano pelo TI ter o trânsito totalmente congestionado por veículos eléctricos, em vez do veículos consumidores de combustíveis fósseis, não melhora a situação da ocupação do espaço urbano. E a redução no influxo de TI à cidade só se conseguirá quando se começar a taxar fortemente esse influxo, bem como a circulação dos veículos que já estão dentro do perímetro urbano. Nessa altura terá que haver uma oferta atractiva de TC, e a solução A5/Estádio Nacional poderá funcionar.
20-12-2017 16:22:51 por Manuel Seabra
A forte pendularidade no trajecto CascaisLisboa na ponta da manhã, e LisboaCascais na ponta da tarde, levanta fortes dúvidas quanto à sustentabilidade económica de uma solução do tipo Busway tanto mais que não estou a ver onde haja terreno disponível em Cascais para parquear os veículos que afluiriam ao sistema . Pareceme mais lógica a criação de um ParkandRide no Estádio Nacional, onde já há espaço de parqueamento suficiente, com criação de via dedicada a partir daí.
17-12-2017 13:14:40 por Antonio Mendes
.parabéns / ficamos à espera. Boas festas.
15-12-2017 19:31:49 por LUIS RIBEIRO
ALEM DOS COMBOIOS EXISTEM O TROLEYBUS OU O TRAM TRAIM, COM UMA VIA ESPECIFICA AO LONGO DE TODA A A5 ALARGADA E OS CUSTOS NAO SÃO MUITO GRANDES E DEPOIS TERÃO DE ACTUALIZAR A VIA FERREA E POR NOVOS COMBOIOS DA ALSTOM FRANCESA OU DA CAF ESPANHOLA COM MAIORES VELOCIDADES. NO ENTANTO E MAIS DISPENDIOSO SERIA A LIGAÇAO DE CASCAIS A SINTRA POR TUNEIS E VIA ABERTA QUE SERIA DE GRANDE INTERESSE TURISTICO.
15-12-2017 17:44:20 por Caetano
Já não era sem tempo.Boa sorte para o projecto.Caetano
15-12-2017 16:00:39 por Francisco Gouveia
Descongestionaria os atuais transportes ferroviário e o rodoviário individual. É pois, em minha opinião, uma ótima ideia.
15-12-2017 13:05:39 por José Eduardo Santos
Exelente noticia, O ideal seria a construção de um mono carril por cima da A5 no meio das duas faxas de rodagem, e a criação de bons parques de estacionamento gratuito...
15-12-2017 11:47:13 por Teresa Soares
Por todo o mundo optase por Metros de Superfície Elevados. Mais barato, rápido, não poluentes Porquê manter Lobbys do estradas e automóveis
15-12-2017 7:43:03 por Carlos Gaivoto
Quem vá a Madrid poderá observar como na A6 funciona o corredor BUSHOV com 16,1km em que 12,3 km o eixo é partilhado com o HOV e depois existem 3,8km só corredor BUS com 3,8km até chegar à Interface de Moncloa. Se formos a Barcelona lá teremos a C31 só corredor BUS e na C58 um corredor partilhado. Nestas grandes metrópoles de mais de cinco milhões de habitantes e com densidades de ocupação e usos diferentes da geografia da AML, a geografia de deslocações obriga a reforçar a oferta interurbana nestes corredores mas, não resolvendo o problema mais importante, eliminar ou reduzir substancialmente a dependência do automóvel. Em Madrid, só 15 do tráfego é que foi captado ao automóvel. Portanto, se juntarmos a relação custobenefício, valerá a pena saber que a infraestrutura toda foi acima dos 100 M. De facto, ao enunciarse pela enésima vez este tipo de projectos, sem atender à estratégia definida pelo PROTAML para o ordenamento do território, modelo policêntrico, a que se poderá juntar novos desafios nas áreas do ambiente e energia, a que se poderia juntar uma Conta Pública do Sistema de Deslocações inscrita num Plano Deslocações Urbanas PDU da AML tal como a Região de Paris ou estas duas têm, podese estar a correr o risco de avançar com projectos que não dêem os resultados esperados.A resolução não passa só pela questão da mobilidade, o problema da dispersão urbana e da rede rodoviária que apoiou essa desestruturação do território, tem hoje custos escondidos agravados e o plano de transporte terá que saber equacionar uma rede estruturante, neste caso, da AML, a rede ferroviária existente e alargála com o dualvehicle, de forma a considerar a reabilitação urbana em cada um daqueles núcleos base do policentrismo. É uma estratégia que está a ser alargada na AMP com o Metro do Porto, através do TramTrain, seguindo o modelo de Karlsruhe. Ou seja, há a montante das questões de tráfego e oferta de modos, há que ter um Esquema de Coerência Territorial e um PDU que proponha o desenvolvimento das acessibilidades baseadas na avaliação da Conta Pública para se diminuir os custos escondidos devidos á dispersão urbana pois, todos os municípios e residentes beneficiarão da sustentabilidade das soluções. É neste sentido que o Transit Act, o Planeamento Estratégico e o Operador Interno integrado, também, fazem falta.
15-12-2017 3:08:28 por Lúcia vremont
Vejam lá se rapidamente solucionam ésta alternativa dum novo transporte ,Cascais Lisboa. Porque o que há É um comboio q mais parece transporte para animais.
14-12-2017 19:11:47 por João Reis Simões
Já em 1978 propus ao Administrador da CARRIS Engº Consiglieri Pedroso, a propósito da utilização de autocarros de turismo então existentes,a criação de uma linha de autocarro entre os parques do Estádio Nacional e S. Sebastião, onde passavam metropolitano, carro eléctrico e autocarro, criando um corredor. Nessa altura havia apenas 2 vias na A5 o que, eventualmente inviabilizou a solução. Esta solução anunciada, partindo de Cascais e certamente de outras povoações próximas da A5 pareceme adequada.
  
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