segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
07-11-2017
Metro de Lisboa e do Porto
Governo anunciou expansão de linhas sem ter dinheiro
O Governo vai ter de reprogramar o quadro comunitário Portugal 2020 para ter dinheiro para pagar a expansão das linhas do metro de Lisboa e do Porto, assim como a modernização da Linha de Cascais e a construção do sistema de mobilidade do Mondego. No Parlamento, Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, pediu o apoio da Direita.

O anúncio, que suscitou surpresa junto dos deputados presentes no Parlamento, faz menção à revisão do Portugal 2020 para que possam avançar os já anunciados investimentos em transporte públicos, nomeadamente na expansão de várias linhas. Apesar de constarem no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas, estas medidas não foram contempladas com financiamento comunitário. À data, o Executivo de Pedro Passos Coelho, negociou o Portugal 2020 mas deixou de fora a expansão dos metros e a modernização da Linha de Cascais, obra sucessivamente adiada.

Pedro Marques acredita que as bancadas da Direita vão manter a mesma posição e espera que o PSD e o CDS/PP deem acordo à proposta. Contudo, da bancada social-democrata, ouviram-se de imediato vozes de desconfiança. O desvio de verbas de regiões de coesão para financiar estes projetos, é uma preocupação. Ainda assim, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas garante que o Governo irá buscar dinheiro onde for menos necessário, como sucedeu com os apoios europeus à instalação de contadores inteligentes.

Recorde-se que, aquando da apresentação da expansão das redes, o Governo indicou que as intervenções seriam suportadas por fundos do atual quadro comunitário e por um empréstimo do Banco Europeu de Investimento. Todavia, não foi especificado que não havia verbas disponíveis no quadro comunitário e que o financiamento estaria dependente de uma reprogramação, que teria de ser proposta a Bruxelas.

Em fevereiro e em maio deste ano, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, delineou cerca de 500 milhões de euros para Lisboa e Porto. Na capital, a extensão da Linha Verde do Cais do Sodré ao Rato, com duas novas estações (Estrela e Santos) teria um investimento previsto de 216 milhões de euros, com entrada em operação em 2021. No Porto, o prolongamento da Linha Amarela até Vila d’Este e a construção da Linha Rosa, entre S. Bento e a Casa da Música foram orçamentadas em 287 milhões de euros. O concurso público já avançou e espera-se o início das obras em 2019, com o arranque da operação a acontecer em 2022.
por: Pedro Venâncio
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