quarta-feira, 18 de Outubro de 2017

 
caetano 468x60
Passageiros & Mobilidade
09-08-2017

A mobilidade e a dislexia entre a realidade e instituições desadequadas
A configuração da Área Metropolitana de Lisboa é antiga, não está de acordo com as caraterísticas de cada município e não tem em conta as sinergias que existem entre eles. A desadequação do modelo estende-se à incapacidade de poder acudir a problemas de escala menor que se circunscrevem a alguns municípios.

A estrutura claramente já não serve os motivos porque foi criada. As questões da mobilidade, fundamentais para a qualidade de vida dos cidadãos, são apanhadas por esta dislexia entre realidade e instituições desadequadas. Em Cascais, no início deste ano, a autarquia assumiu a competência de Autoridade de Transportes, com poder para implementar e gerir as redes de transportes e mobilidade.

Criámos ainda um operador municipal de autocarros. Resolvemos também não delegar nenhuma das competências nos transportes na AML. Como se resolvem os problemas da população? Essa é sempre a pergunta que tem de ser feita. Agora os municípios do PCP da Margem Sul do Tejo estão a preparar a criação de uma nova empresa de transportes públicos rodoviários para operar no Arco Ribeirinho Sul, nos concelhos de Barreiro, Moita, Palmela, Sesimbra e Seixal.

O Presidente da Câmara do Barreiro explicou que, a nova entidade será criada a partir dos Transportes Coletivos do Barreiro (TCB), empresa municipal que, para poder estender a sua atividade a outros concelhos com o estatuto de ‘operador interno’, terá de ser participada pelos municípios que pretende abranger e não fica dependente da Autoridade Metropolitana de Transportes (AMT), hoje na AML. “Vou dizer uma coisa mas não está nada decidido, é só um exemplo; os municípios da Moita e do Barreiro passam a ser donos dos TCB, passam a ser operadores internos e não têm que propor nada a ninguém, decidem o que quiserem sobre a área da sua influência, e se for Moita, Barreiro e Sesimbra, ou se alargar ainda mais, é exatamente a mesma coisa”.

Há anos que defendo que a Área Metropolitana precisa de fazer o seu agiornamento. Tem de haver alguma elasticidade e plasticidade no modelo organizativo e uma entidade que incorpora municípios com problemas totalmente diferentes e trata todos rigidamente como se fossem iguais, perde, além do mais, a possibilidade de potenciar as tais sinergias entre todos.

Obviamente, quem governa os municípios, e lida diariamente com os problemas dos seus munícipes, que exigem soluções, acabaria por se dar conta disso - os municípios comunistas deram agora. Os transportes, um verdadeiro eixo das sociedades modernas, acabariam por ser o meio mais evidente para mostrar, a quem ainda duvida, a necessidade urgente de reforma.


por Miguel Pinto Luz
371 pessoas leram este artigo
55 pessoas imprimiram este artigo
0 pessoas enviaram este artigo a um amigo
0 pessoas comentaram este artigo
Comentários
Não existem comentários
  
Deixe o seu comentário!

 


 

  



Spinerg


  




Chronopost







RSS TR Twitter Facebook TR Canal Transportes Online

Dicas & Pistas © 2009, Todos os Direitos Reservados

Condições de Utilização | Declaração de Privacidade
desenvolvido por GISMÉDIA