quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

 
CP_2017
Carga & Mercadorias
06-06-2017
Nos primeiros 4 meses do ano
Carga movimentada nos portos regista melhor marca de sempre
Entre janeiro e abril bateu-se o recorde de mercadorias movimentadas nos portos nacionais, com o tráfego portuário a registar cerca de 33 milhões de toneladas de mercadorias. De acordo com a AMT, “este acréscimo de +12%, face ao primeiro quadrimestre de 2016, constitui a melhor marca de sempre. Sines mantém o perfil de líder com uma quota de 54,9%”. No mês de abril de 2017, o volume de tráfego portuário do continente registou uma variação de +9,3% face ao período homólogo. A AMT refere que “este comportamento é explicado pelas variações positivas observadas nos portos de Lisboa (+20,7%), Aveiro (+19,2%) e Sines (+16,2%), que se traduzem num acréscimo total de cerca de 3,9 milhões de toneladas (65% das quais têm origem no porto de Sines).
O porto de Sines mantém a liderança com uma quota de mercado de 54,9%, registando um ligeiro recuo de 0,1 pontos percentuais face à que detinha no primeiro trimestre de 2017, mas um ganho de +2 pontos percentuais face à do primeiro quadrimestre de 2016”.
No primeiro quadrimestre deste ano, o crescimento do tráfego de contentores para o conjunto das operações Lo-Lo e Ro-Ro fixou-se em +26,8%, correspondente a um volume de 662 mil Unidades, e em +29,7% no volume de TEU, ultrapassando a marca de um milhão (1,08 milhões TEU) pela primeira vez, desde sempre, num primeiro quadrimestre. Este comportamento é determinado essencialmente pelo porto de Sines, cuja quota de mercado, em TEU, ascende a 61,2% (+8,8 pontos percentuais do que no mesmo período de 2016), após ter registado um acréscimo de +51,5%.
“As operações de transhipment realizadas no porto de Sines são um forte influenciador do tráfego de contentores no sistema portuário nacional, cujo volume registado no período em análise ascendeu a 551,4 mil TEU, um acréscimo de +60,3% face ao período homólogo de 2016. Este movimento representa 83,6% do movimento neste segmento do próprio porto e 51,2% do mercado total”, salienta a AMT.

Mais Navios e Escalas

No período em estudo pela AMT, registaram-se 3589 (+3,1% face a 2016) escalas de navios das diversas tipologias, incluindo os navios de cruzeiro, e uma arqueação bruta (GT) global superior a 64,2 milhões (+5,6% face ao período homólogo). O crescimento do número de escalas no conjunto dos portos comerciais resultou principalmente do comportamento registado nos portos de Lisboa (+10,1%), Aveiro (+9%), Figueira da Foz (+8,5%), Viana do Castelo (+5,4%) e Setúbal (+5,3%), sendo negativo em Sines (-2,1%), Douro e Leixões (-2,2%) e Faro (-60,9%).
Já nos segmentos de Carga Geral e Granéis Líquidos registaram-se, entre janeiro a abril de 2017, valores de +23,1% e +5,4%, respetivamente, resultado do crescimento de +28,9% do mercado de carga contentorizada (38,4% do mercado), no primeiro, e de +30,9% dos Produtos Petrolíferos (18,3% do mercado), no segundo. Já a classe dos Granéis Sólidos registou globalmente um acréscimo de +2%, fixando a sua quota de mercado em 20,3%.
A carga embarcada, que inclui a carga de exportação, atingiu nos primeiros quatro meses do ano um volume superior a 13,6 milhões de toneladas, ultrapassando em +11,3% o registo verificado no período homólogo de 2016, constituindo assim o valor mais elevado de sempre, refletindo idêntica situação verificada nos portos de Lisboa e de Sines.
Quanto ao volume de carga desembarcada, na qual as importações representam em regra mais de 90%, registou um aumento de +12,5%, face ao valor observado no mesmo período de 2016, atingindo cerca de 19,4 milhões de toneladas (o valor mais elevado de sempre), por reflexo dos comportamentos positivos dos portos de Aveiro, Figueira da Foz e Sines, com acréscimos de +21,2%, +19,2% e +17,8%, respetivamente.
Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 76,6%, 62,3%, 57,8% e 100%, respetivamente
 
por: Pedro Pereira
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