sexta-feira, 23 de Junho de 2017

 
Passageiros & Mobilidade
02-06-2017
Apresentado hoje
MetroBus é a solução para o Ramal da Lousã
O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, esteve hoje na Lousã, no distrito de Coimbra, onde apresentou o futuro projeto que irá dar lugar ao extinto projeto do Metro do Mondego.

Tal como a Transportes em Revista tinha já anunciado, a opção governativa será, não por um modo de transporte ferroviário, mas por um “MetroBus”, ou seja, uma via dedicada a autocarros que farão a ligação entre Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã.

Na Lousã, o ministro Pedro Marques esclareceu que o Sistema de Mobilidade será composto por uma frota de 43 autocarros elétricos, estando o investimento na ordem dos 89 milhões de euros. O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas salienta, em comunicado, que estes sistema “é económica e financeiramente viável”, uma vez que “terá uma exploração sustentável” e “viabiliza a obtenção de financiamento comunitário”. Para além disso, “apresenta um investimento inferior a 100 M€, que abrange a infraestrutura, equipamentos e veículos, substancialmente mais baixo que o necessário à concretização do metro ligeiro de superfície (295M€)”.




Estes 43 “veículos 100% elétricos, não poluentes” irão circular em canal dedicado, mais precisamente no “no canal ferroviário entre Serpins e Alto de S. João, rentabilizando deste modo os investimentos já realizados”, refere o Ministério. O Executivo salienta ainda que este meio de transporte “permite a ligação direta (sem transbordos) às zonas para onde se deslocam a maioria dos passageiros” e possibilita “tempos de deslocação mais curtos que o metro ligeiro de superfície”. Em termos mais técnicos, é referido que o sistema vai incorporar “na zona suburbana um sistema de guiamento magnético, que garante elevados padrões de segurança e desempenho (elevado desempenho de aceleração e travagem)”





No documento do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas sobre o Sistema de Mobilidade do Mondego justifica-se que o modo ferroviário “não permite o atravessamento da cidade de Coimbra, terminando na zona do Parque”. Para além disso, “mais de 60% das deslocações com início na Lousã e em Miranda do Corvo têm como destino as zonas da Baixa de Coimbra, dos Hospitais ou da Estação de Coimbra B – que a ferrovia pesada não pode servir” e que “ao não servir estas áreas, a procura dos passageiros seria 6 a 8 vezes mais baixa”.
 
por: Miguel Pedras
1296 pessoas leram este artigo
41 pessoas imprimiram este artigo
0 pessoas enviaram este artigo a um amigo
6 pessoas comentaram este artigo
Comentários
08-06-2017 0:26:34 por Carlos
Já existe infraestrutura, necessária possivelmente reabilitar alguma, porque não poupar uns milhões e voltar a por o comboio em funcionamento, não se percebe a necessidade de transformar o que já existe em metro e agora em autocarros, para gastar mais do que se devia, u era necessários, e também preciso que a população se indigne com a situação, e que se isto surgiu de uns estudo feito, existe alguém com interesse, em não aproveitar o que há e ter um solução mais rápidas que essa proposta.
07-06-2017 19:20:25 por Artur sousa
Espero que não seja mais um anúncio em ano de Eleições...agora o mais importante é avançar com a obra para servir as populações que foram afectada pelo encerramento.
06-06-2017 16:35:34 por João
Uma solução completamente estúpida para o local em causa, pelo traçado e pela afluencia de passageiros. Se em Horas de ponta duas Alans em unidade múltipla ião á pinha, que ver como vão fazer o mesmo com autocarros.... colocassem de novo os carris e electrificassem a linha que existem unidades da serie 2240 sufucuentes para fazer o serviço em condições....
05-06-2017 18:28:02 por fernando silva
http://fcsseratostenes.blogspot.pt/2017/06/lamentopelometrodomondegooucom.html
05-06-2017 14:41:22 por amaro
acho que se Coimbra é a única da Peninsula Ibérica com troleicarros, agora é a oportunidade de criar uma rede moderna de troléis em via dedicada.
04-06-2017 6:50:04 por Robert Stussi
Centenas, milhares de vilas e aldeias são servidas por estrada e autocarros nenhuma ligação interurbana com autocarros de propulsão alternativa E agora de repente uma solução súper lux em via separada e com um número ridiculamente alto de autocarros. O LNEC falou com os operadores de transportes Assim são as assimetrias deste país se calhar á para justificar os 15 anos de salários do Metro do Mondego que davam para electrificar muitos autocarros. Ou haverá eleições
  
Deixe o seu comentário!

 


 

  



Spinerg


  





Chronopost







RSS TR Twitter Facebook TR Canal Transportes Online

Dicas & Pistas © 2009, Todos os Direitos Reservados

Condições de Utilização | Declaração de Privacidade
desenvolvido por GISMÉDIA