segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

 
Carga & Mercadorias
26-05-2017

O Portugal 2020 e os Transportes
O reforço da competitividade e da internacionalização da Economia portuguesa constitui um dos objetivos do Portugal 2020, plasmado no Acordo de Parceria celebrado em 2014 com a Comissão Europeia. Este documento, que constitui a base dos Programas Operacionais Temáticos e Regionais, reflete as áreas que a União Europeia aceitou comparticipar e fixa os objetivos temáticos e os resultados a obter pelo nosso País até 2020.

No atual quadro comunitário de apoio, a Comissão Europeia entendeu que existiam prioridades negativas, isto é, áreas e obras não comparticipáveis pelos fundos europeus estruturais e de investimento, entre as quais a construção de novos estabelecimentos escolares e de novas infraestruturas rodoviárias.

Não obstante, em boa hora e aquando das negociações, o Estado português almejou convencer os nossos interlocutores em Bruxelas da necessidade de construção de alguns troços rodoviários, bem como do desenvolvimento do transporte ferroviário, melhorando-se assim a intermodalidade, nomeadamente com os portos e com as plataformas logísticas e as plataformas urbanas de transportes públicos.

Tal significa que, por princípio, os investimentos nacionais em infraestruturas rodoviárias não são cofinanciados no âmbito dos Programas cobertos pelo Acordo de Parceria. Mas, a título excecional, poderão ser financiadas estradas de acesso local, com carácter acessório, de acesso a portos ou como parte integrante de novos investimentos, a realizar no período 2014-2020, em plataformas logísticas ou parques empresariais.

Estes investimentos mostram-se de grande importância para o crescimento e desenvolvimento económico de Portugal, porquanto condição essencial para o incremento do sector da exportação nacional.

Ainda no que concerne ao setor dos Transportes, os fundos comunitários poderão ser mobilizados para melhorar a conetividade internacional da Economia portuguesa. Com efeito, no domínio temático da competitividade e internacionalização foi considerado objetivo estratégico a melhoria das condições de transporte de mercadorias entre Portugal e o exterior, com fortes repercussões na redução dos custos e tempos de operação, hoje necessária para uma gestão saudável de uma qualquer Empresa.

No centro da política de transportes encontram-se indubitavelmente as chamadas plataformas logísticas, que funcionam como autênticas rótulas de articulação entre os modos rodoviário, ferroviário, aéreo e marítimo, oferecendo ainda um conjunto de serviços de valor acrescentado a toda a cadeia logística.

A existência em Portugal de uma rede nacional e regional coerente de plataformas logísticas, localizadas nos nós de interceção entre os grandes corredores de transporte de mercadorias, acessíveis aos grandes polos industriais e de consumo, permitindo a concentração de cargas e a geração de massa crítica para alimentar as infraestruturas de transporte de alta capacidade, eficientes no transporte de grandes volumes de carga, constitui condição essencial para a redução dos custos logísticos e de transporte das empresas exportadoras nacionais.

Os fundos comunitários existem para alavancar e incentivar as atividades económicas. Não percamos tempo a discutir futilidades e o que não foi ou o que deveria ter sido. É tempo de arregaçar as mangas e de apoiar os nossos Empresários e os seus projetos. Só assim, estando ao lado dos empreendedores e de quem arrisca o seu capital, estaremos a ajudar a Economia portuguesa, os nossos trabalhadores e o nosso País.

por Pedro Correia Gonçalves
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Comentários
27-06-2017 16:36:59 por RR1
.. pelo jeito, foi só para as eleições que disseram que iria retomar, mas as eleições já foram, e o projecto foi para o aquivo geral... caixote do lixo
  
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