domingo, 24 de Setembro de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
10-05-2017
Plano de Atividades apresentado
Carris vai investir 80M€ nos próximos três anos
Até 2019 a Carris irá investir um total de 80 milhões de euros para «interromper o declínio que existia e devolver mobilidade aos cidadãos e visitantes da cidade de Lisboa», anunciou Fernando Medina durante a apresentação pública do Plano de Atividades e Orçamento para 2017. Entre 2010 e 2016 houve uma forte queda na atividade da empresa, com menos 40 milhões de passageiros, menos 10 milhões de veículos/quilómetro, 50 autocarros e uma redução no quadro de recursos humanos de 650 e trabalhadores. Para Fernando Medina, o anterior modelo organizativo que juntava na mesma empresa, a Transportes de Lisboa, a Carris e o Metropolitano, «decapitou parte da estrutura técnica da Carris» e foi responsável pelos resultados negativos que se registaram nos últimos anos. Já o presidente da Carris, Tiago Farias, disse que a empresa terá vários desafios para o próximo triénio: Melhorar o cumprimento da oferta; Aumentar a disponibilidade dos autocarros e elétricos; Aumentar a satisfação dos clientes; Transferir mais pessoas do Transporte Individual para o Transporte Público; e conseguir aumentar a satisfação e motivação dos colaboradores.

Para atingir esses objetivos, a Carris apresentou 12 medidas prioritárias que passam pela criação de novos tarifários mais atrativos e equitativos, renovação da frota (Aquisição de 250 autocarros novos maioritariamente a energias alternativas - gás natural e 100% elétricos), contratação de 200 novos motoristas, implementação de uma rede de Bairros (que irá contar com 21 linhas, cobrindo todas as freguesias da capital), expansão da rede de elétricos, aumento da velocidade comercial, implementação de corredores BUS de elevado desempenho, projetos de park & bus e bike & bus, criação de uma nova aplicação móvel, instalação de WIFI em toda a rede de autocarros e a implementação de carreiras urbanas recorrendo exclusivamente a veículos elétricos.

No total e ao longo dos três anos serão investidos cerca de 80 milhões de euros. Em 2017 o investimento será de 12,4 milhões de euros, em 2018 será de 38,1 milhões de euros e em 2019 será de 30,1 milhões de euros, sendo de referir que 61 milhões serão destinados exclusivamente para a renovação de frota. Segundo Tiago Farias «a recuperação já começou, como se pode ver pelos resultados alcançados desde que a Carris passou para o domínio da Câmara Municipal de Lisboa».

Por exemplo, o lançamento de novos tarifários com vista a devolver mobilidade aos cidadãos séniores e a captar famílias para o transporte público, já permitiu um acréscimo de 0,7% no número de clientes. Tiago Farias disse ainda que até final do mês de maio «será lançado o concurso para a aquisição de 125 autocarros standard a gás natural e outros 40 autocarros articulados também a gás natural», num investimento total de cerca de 45 milhões de euros
por: Pedro Perreira
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Comentários
08-08-2017 18:55:10 por Mário João ro
O Porto, pela decisão corajosa de Fernanda Meneses, voltou a ter 15 autocarros de dois pisos, passados 20 anos da sua triste retirada de serviço, sendo estas viaturas uma evolução fantástica dos anteriores Leyland, de direção pesada, suspensão dura, motores que aqueciam constantemente, com vários pontos de água distribuídos pela cidade para refrescar os potentes motores. Estes são os que cativam o público. Ar condicionado, direção assistida, motor ágil e forte, seguro nas travagens e estável em curva, rápido a subir Mouzinho da Silveira está a ser um sucesso total na linha 500, Praça da LiberdadeMatosinhos, duas escadas de acesso ao piso superior, 3 portas, sendo duas de saída e uma delas direta do piso superior pela traseira, numa eficaz e rápida saída de passageiros, deslizantes e de abertura total, tal como nos metros. Transportam até 91 passageiros sentados, sendo 57 no piso superior, 34 no piso inferior,pode levar ainda uma lotação de 36 de pé, apenas no piso inferior, num total fantástico de 127 passageirosQuem iniciou a moda dos autocarros de 2 pisos foi a Carris e viuse o resultado quando os abandonaram. Poucos querem andar de autocarro em pé agarrados a um barão, só mesmo se tiver que ser para isso já basta o metro. Esta á a aposta certa ,no futuro. Autocarros de dois pisos, elétricos, confortáveis, seguros, eficientes e apelativos. Meter mais caixotes na rua não convence para trocar o conforto do automóvel pelo autocarro, nem a segurança dentro das viaturas é a mesma. Não brinquemos com a segurança dos passageiros O Porto chegou a ter 190 viaturas de dois pisos, entre autocarros e troleicarros Lancia de 2 pisos, mas a moda dos laranjas veio afastar muitos utentes dos autocarros. No Porto, posso garantir que foi muito mal aceite a troca dos Leyland pelos Volvo laranja já que em muitas carreiras, e sem metro na altura, era um sufoco viajar em certas linhas. A temática das frotas deve ser revista a sério para cativar e fidelizar novos utentes dos autocarros. Autocarros a gás são igualmente poluentes, é apenas mais uma moda como sempre se faz com a temática do autocarro urbano. Para mim, inquestionável, autocarros de dois pisos, sempre que o traçado o permita. Venham ao Porto,andem no 500 e comprovem o que afirmo numa rota de beleza encantadora junto ao rio Douro, passando pela Foz e terminando na carismática cidade de Matosinhos
10-05-2017 19:43:55 por Álvaro Pereira
Eu também gostaria que a Carris voltasse a ter autocarros de 2 pisos, como tem a STCP no Porto.
  
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