quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

 
Carga & Mercadorias
04-04-2017

Amazon vai lançar “Uber” para mercadorias
A multinacional norte-americana vai lançar uma aplicação para telemóvel que poderá por fim aos transitários e dar-lhe uma forte posição no setor dos transportes. Vem aí a “Uber” das mercadorias.

A Amazon está a preparar uma aplicação para telemóvel que pretende ser a “Uber” das mercadorias. A empresa quer ligar diretamente transportadores a qualquer pessoa que precise dos seus serviços, e, segundo a Business Insider, esta tecnologia poderá valer à Amazon uma forte presença num mercado que está estimado em 800 mil milhões de dólares.

Na aplicação, que deverá ser lançada no próximo verão, poder-se-á consultar preços em tempo real, escolher o serviço e acompanhar o transporte das mercadorias. Aos transportadores, a aplicação, para além da ligação direta aos clientes, sugere ainda rotas e novas mercadorias que possam surgir no trajeto.

Esta é a mais recente aposta da Amazon que procura, assim, ocupar um lugar de destaque no setor da logística. Atualmente a empresa está a dedicar, com algum secretismo, as suas atenções para a chamada “middle-mile”, procurando lançar novos serviços para otimizar a entrega de encomendas. Caso a aplicação surja mesmo no mercado irá também apresentar-se como um forte concorrente aos transitários, podendo até eliminar alguns, que, servindo de intermediários, fazem a ligação entre os transportadores e os seus clientes, cobrando uma percentagem, muitas vezes elevada, pelos seus serviços.

É importante não esquecer que a Amazon foi das primeiras empresas a estabelecer-se com sucesso na venda de produtos na internet, sendo atualmente uma referência no setor do e-commerce e responsável pela venda e entrega de milhões de produtos em todo o mundo. O objetivo da Amazon será assim tornar o transporte mais barato e eficiente não apenas para seus clientes, mas também para a própria empresa, que tem lidado ultimamente com o aumento dos custos de transporte.

Mas como o segredo é a alma do negócio, pouco está ainda confirmado. A equipa para este projeto encontra-se dividida entre os escritórios da Amazon na cidade norte-americana de Minneapolis, e os escritórios na Índia. Em Minneapolis calcula-se que estejam a trabalhar nesta nova aplicação mais de 100 engenheiros, de acordo com a fonte do Business Insider.

Este escritório lançou inclusive uma oferta de trabalho para um gerente de produto. Na proposta pode ler-se que os interessados irão integrar “uma iniciativa emocionante e confidencial no setor do transporte de ‘middle-mile’”. Outra oferta de emprego para um engenheiro especialista em desenvolvimento de software diz que a divisão de Tecnologia de Transporte da Amazon está a construir um software que otimiza o “tempo e custo obtidos na entrega de encomendas”, mas pouco mais se sabe.

De resto, a Amazon tem vindo a apostar em tecnologia na área da logística, procurando facilitar e tornar mais barato o transporte de mercadorias. Em 2013 chegava-nos a notícia de que a Amazon estava a testar a entrega de encomendas com recurso a veículos aéreos não tripulados, os famosos “drones”. Já em 2016 a empresa garantiu junto da Comissão Marítima Federal dos Estados Unidos da América uma licença para operar como despachante marítimo, permitindo-lhe assumir responsabilidades de transportadora e de transitário por via marítima.
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