quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
31-03-2017

Joint-venture com a EMEF
Alstom entra no capital da Nomad Tech
A Alstom entrou no capital da Nomad Tech, joint-venture formada entre a EMEF e a Nomad Digital, que foi recentemente adquirida pela multinacional francesa. Com esta nova parceria, a empresa portuguesa espera ter um acesso mais alargado ao mercado internacional.

A ALSTOM ANUNCIOU que adquiriu a totalidade da Nomad Digital, empresa inglesa fornecedora de soluções de conetividade para a indústria ferroviária e que possui uma joint-venture com a EMEF, a Nomad Tech. Esta aquisição irá permitir, de forma indireta, que a EMEF, através da Nomad Tech, possa vir a alargar a sua carteira de clientes, conforme refere à Transportes em Revista, o diretor geral da empresa portuguesa, Alberto Castanho Ribeiro: «A aquisição da Nomad Digital pela Alstom representa a entrada, no nosso principal parceiro, de um acionista industrial com projeção global, que detém no setor ferroviário uma importante carteira de projetos, nos quais a Nomad Tech poderá também vir a trabalhar. Também se espera que esta parceria permita à Nomad Tech um acesso muito mais alargado ao mercado internacional». Recorde-se que esta joint-venture, formada em 2013, está sedeada em Portugal, na cidade do Porto, sendo que a EMEF detém 35% do respetivo capital e os restantes 65% pertencem à Nomad Digital. A empresa fornece soluções de Telegestão Ferroviária - como a Manutenção Baseada na Condição (MBC) e Eficiência Energética – para o mercado ferroviário a nível mundial.

Em relação ao corrente ano e aos objetivos estratégicos definidos, Castanho Ribeiro, salienta que «independentemente dos impactos que a entrada da Alstom pode significar no posicionamento internacional da Nomad Tech, a estratégia que a EMEF pretende ver seguida passa por consolidar os projetos e clientes atuais, sem descurar a conquista de novos projetos, designadamente grandes operadores ferroviários internacionais» acrescentando que a empresa do grupo CP pretende, «em parceria, com a NomadTech, estender o upgrade tecnológico IGBT (Insulated Gate Bipolar Transistor) – projeto de I&D aplicado numa automotora da CP, da série 2300/2400, a circular na Linha de Sintra - a toda a frota e conquistar pelo menos mais um operador em mercados prioritários como a Espanha, Alemanha ou a Suíça». Ainda na área da eletrónica de potência, para além dos países europeus já referidos, a EMEF prevê que «a NomadTech continue a desenvolver esforços comerciais e aprofundar o relacionamento já iniciados em 2016, com importantes operadores ferroviários, que permitam a concretização de projetos nos continentes asiático e americano».
Em relação ao projetos atualmente em curso, para além dos que estão formalizados com a EMEF e a CP, Castanho Ribeiro realça o projeto iniciado em 2016 com a DB Cargo - empresa ferroviária alemã de transporte de mercadorias – que adjudicou à Nomad Tech a aquisição de 100 unidades de um sistema tecnológico desenvolvido em Portugal, destinado à monitorização remota da condição dos veículos. Este contrato prevê o fornecimento de 100 unidades RCM (Remote Condition Monitoring) para locomotivas de comboios de mercadorias, incluindo o respetivo software, licenças on-board para cinco anos, bem como formação e apoio de manutenção aos técnicos da DB Cargo. Segundo Castanho Ribeiro, «esta solução permite a monitorização remota da condição dos veículos, a manutenção centrada na fiabilidade e melhoria da eficiência energética, bem como eletrónica de potência e comando, visando a redução do custo do ciclo de vida do material circulante e a otimização dos parâmetros RAMS (Reliability, Availability, Maintainability and Safety) na ferrovia».

Estão também em curso outros projetos semelhantes em operadores como o Metro de Melbourne (Austrália), Hitachi Rail, NSB e Mantena (Noruega). No entanto, a empresa não pretende ficar por aqui, conforme refere o diretor-geral da EMEF: «um dos primeiros objetivos com a criação da Nomad Tech foi potenciar o desenvolvimento e comercialização de produtos e serviços nos mercados internacionais. Para além dos mercados onde já opera a Nomad Tech, existem perspetivas de se poderem vir a desenvolver negócios em vários países europeus. Neste momento, estamos particularmente atentos a oportunidades na Áustria, França e Suíça. No entanto, cabe sublinhar o esforço que está a ser realizado para atingir importantes mercados e operadores ferroviários, dos quais destacamos, a Índia, a Rússia ou os EUA».

por Pedro Costa Pereira
Tags: Alstom   EMEF   Nomad Tech  
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