domingo, 22 de Julho de 2018

 
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Carga & Mercadorias
08-03-2017
Pedro Marques em entrevista à TR
«Nova linha entre Aveiro e Mangualde não foi colocada de parte»
O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, deu uma grande entrevista à Transportes em Revista, (edição 167) onde faz um balanço do que está a ser feito pelo Governo ao nível das infraestruturas ferroviárias, rodoviárias e logísticas. Para o ministro, esta estratégia «de melhorar as ligações ferroviárias de mercadorias e diferenciar e apoiar os investimentos nos territórios de baixa densidade, será extremamente importante para a sustentabilidade destas regiões». O plano “Ferrovia 2020” foi um principais temas a ser abordado, com Pedro Marques a salientar que o projeto de construção de uma nova linha ferroviária entre Aveiro e Mangualde – que não teve aprovação para financiamento por parte da Comissão Europeia – nunca foi abandonado. Segundo Pedro Marques, «ainda agora apresentámos pela segunda vez uma candidatura ao CEF para a linha Aveiro-Mangualde. Como sabem, essa linha era considerada uma segunda prioridade no PETI em relação à intervenção na Linha da Beira Alta, e deixámos claro que faremos a intervenção nesta linha mas não abandonaremos o investimento no Aveiro-Mangualde. Temos procurado sensibilizar para a importância desta linha junto dos serviços do Corredor Atlântico e da Comissão Europeia e achamos que o seu financiamento deveria ser aprovado. Mas é um investimento de cerca de 600 milhões de euros que necessita, obrigatoriamente, de apoio comunitário». O ministro revelou à Transportes em Revista que a informação dada pela Comissão Europeia para o “chumbo” deste projeto deveu-se ao facto de a «análise de custos e tráfego ter sido negativa. «Consideram que a existência, em concorrência, destas duas linhas (Aveiro-Mangualde e Linha da Beira Alta) não daria viabilidade a este novo investimento. Do nosso ponto de vista é possível e desejável que este investimento seja feito porque iria beneficiar significativamente o Porto de Aveiro e o transporte de mercadorias a partir de Leixões. Mas já insistimos e vamos continuar a insistir neste projeto», avançou o responsável pela pasta das Infraestruturas.
O ministro disse ainda que a reabilitação do troço Covilhã-Guarda, da Linha da Beira Baixa, é essencial para o desenvolvimento económico do interior norte, uma vez que «irá permitir libertar a capacidade de exportação de toda a Beira Baixa e depois porque viabiliza a intervenção que será feita na linha da Beira Alta. As intervenções que serão realizadas na modernização da Linha da Beira Alta serão muito impactantes e é necessário ter em funcionamento um corredor alternativo para exportação de mercadorias». Pedro Marques adiantou que as intervenções programadas no “Ferrovia 2020” irão «preparar estas linhas para poderem fazer comboios de 750 metros, aumentando a sua capacidade e reduzindo o custo dos fretes de mercadorias». Em relação ao Corredor Internacional Sul, que contempla a ligação Sines-Caia, o ministro disse que no próximo mês será lançado o concurso «para a modernização de um pequeno troço entre Elvas e o Caia. Depois esperamos lançar até final do ano o grande concurso para a construção de uma nova linha entre Évora e Elvas. Finalmente, numa fase posterior, porque precisamos ainda de definir traçados e obter um conjunto de análises técnicas, avançará o concurso para o troço entre Sines e Grândola. Estes são os três grandes investimentos a realizar naquele que é o corredor mais importante de exportação de mercadorias».

Não perca a entrevista do ministro Pedro Marques na edição 167 da Transportes em Revista.


por: Pedro Pereira
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Comentários
25-05-2018 16:26:30 por JRS
Pareceme bem que o governo não desista da construção da linha AveiroMangualde, Viseu é uma das maiores cidades europeias sem comboio. Não compreendo os receios dos autarcas Região de Coimbra sobre a construção desta hipotética linha. A Linha da Beira Alta continuará a ser sempre a ligação mais curta entre o Centro e Sul de Portugal e o Centro da Europa, esta nova linha serve para melhorar as comunicações de Aveiro e do Norte de Portugal ao centro de Espanha e da Europa, que atualmente têm que ir dar a volta ao bilhar grande da Pampilhosa. Em todo o caso, Viseu não tem comboio há quase 30 anos e esta linha já é anunciada em moldes que vão mudando, é certo desde há uns bons 2025 anos, nada se fez, estou cético que se faça alguma coisa agora.Além disso, o mesmo governo que tem e bem se marcado pela reposição e devolução de direitos e rendimentos, numa base de restauração da confiança entre o Estado e os seus parceiros internos e externos, não percebo a falta de intenção sobre a reposição do caminhodeferro nas linhas encerradas em 20092012 supostamente para obras, nomeadamente no caso da Linha do Corgo RéguaVila Real, que dava acesso a uma capital de distrito. Também não é compreensível que em 2015 o Parlamento tenha recomendado ao governo a elaboração de um Plano Ferroviário Nacional no prazo de 1 ano e absolutamente nada se viu desde então. Em suma: por muitas boas intenções que haja, as ações neste domínio parecem ser uma no cravo, outra na ferradura...
  
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