domingo, 19 de Novembro de 2017

 
Carga & Mercadorias
14-12-2016
Operação fluvial
Rio Tejo na mira do Grupo ETE
Com oito décadas de história o Grupo ETE celebrou o passado mas apontou baterias para o futuro. A frase que marcou o 80º aniversário da empresa foi “Liderar no Presente para desafiar o Futuro”. Numa cerimónia que decorreu nos estaleiros da Naval Rocha e que contou com a presença do Presidente da República e da Ministra do Mar, foram apresentados os desafios para o futuro. O transporte fluvial, atividade que o Grupo ETE lidera a nível ibérico merece a sua atenção. A operação fluvial é apresentada como tendo “elevado potencial de crescimento, tem na componente ambiental um dos seus principais argumentos”.

Para Luís Nagy, CEO do Grupo ETE, “sendo o Grupo ETE o único operador a movimentar em Portugal cargas entre navios e barcaças, temos a obrigação de contribuir para o desenvolvimento do transporte fluvial de mercadorias e de alertar os decisores para a relevância estratégica da aposta neste modo de transporte, nomeadamente a nível ambiental”.

Em comunicado, o Grupo ETE salienta que as emissões de CO2 e de NOX por tonelada movimentada por via fluvial representam cerca de 10% das emitidas por via rodoviária, o consumo de combustível é quase oito vezes inferior; e melhora a circulação rodoviária, “pois cada barcaça transporta o equivalente a 70 camiões”.

Com o propósito de potenciar o transporte fluvial dos rios Tejo ou Douro, o Grupo ETE acabou de lançar à água em junho um inovador rebocador-empurrador, com projeto e construção portuguesa a cargo da Navaltagus, que - pelo baixo calado, comprimento reduzido e elevada potência - permite operações em zonas estreitas, sinuosas e com fundos baixos, e o qual contribui também para aumentar o valor económico destas vias fluviais. Entretanto já tem em fase de projeto a construção de uma segunda embarcação com propulsão a LNG.


Novo cais de Castanheira do Ribatejo

O investimento que o Grupo ETE tem em curso na construção do cais fluvial de Castanheira do Ribatejo, o qual estará a operar no 3ª trimestre de 2017, vai emprestar uma nova dinâmica à sua operação fluvial. De acordo com Luís Nagy, “este é também um investimento que vai desenvolver o intermodalismo do Porto de Lisboa, ao garantir a ligação entre os diversos terminais deste porto e aquela zona logística. Desta forma, contribuirá de forma significativa para o descongestionamento rodoviário do perímetro urbano de Lisboa, pois estima-se uma redução na circulação de 250 a 750 camiões/dia.”
por: Miguel Pedras
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