sexta-feira, 23 de Junho de 2017

 
caetano 468x60
Passageiros & Mobilidade
07-10-2016

Novas Tecnologias
“Uber dos combustíveis” revoluciona mercado nos Estados Unidos
Abastecer o automóvel sem a necessidade de ir ao posto de combustível. E fazê-lo através de uma app no smartphone. Parece irreal, mas não é. Nos Estados Unidos têm surgido diversas startups que começaram a disponibilizar serviços de entrega de combustível. Tal como a Uber, estes serviços estão totalmente suportados numa plataforma eletrónica e também já estão a gerar controvérsia.




A “uberização” chegou ao mercado dos combustíveis. A ideia nasceu, mais uma vez, na área de Sillicon Valley e é bastante simples. Imagine que não teve tempo de passar no posto de combustível para abastecer o seu automóvel mas necessita urgentemente de gasóleo ou gasolina. Está no seu local de trabalho e a bomba mais próxima fica a vários quilómetros de distância. O que fazer?

Nas cidades de São Francisco, Palo Alto, São José, Los Angeles, Atlanta ou Nashvile, basta descarregar uma aplicação para smartphone e solicitar o abastecimento de combustível. Depois, um camião-cisterna irá deslocar-se até ao local onde se encontra o seu veículo e procede-se ao abastecimento. Entretanto, o pagamento é efetuado diretamente no seu cartão de crédito. Até agora, cinco diferentes empresas já adotaram este modelo de negócio: Filld, WeFuel, Yoshi, Purple e Booster Fuel.

Para solicitar o serviço é necessário fazer uma marcação com um mínimo de uma hora de antecedência e estar presente na hora do abastecimento, ou então deixar o tampão do combustível aberto. Por cada abastecimento estas empresas cobram uma taxa de 5 dólares, mas conseguem obter preços mais baixos do que aqueles praticados nos normais postos de combustível, o que torna este serviço bastante atrativo para os clientes, para além do facto de ser bastante mais cómodo.

E a ideia já começou a ter sucesso e a expandir-se para fora da área de Sillicon Valley. A Yoshi, por exemplo, está sedeada na cidade de Nashville, no Tenessee, e de acordo com o seu fundador, Bryan Frist, “a nossa principal mais-valia é o tempo. Todas as pessoas têm que se dirigir a uma bomba de gasolina para abastecer o seu carro, perdendo tempo e muitas vezes fazendo desvios ao seu caminho. Então, porque não deixar que a bomba de gasolina venha até si?”.

Atualmente a empresa possui quatro camiões-cisterna, no entanto a procura por este serviço tem superado as expetativas, levando a empresa a encomendar mais 10 veículos. Já a Booster Fuels tem previsto investir 10 milhões de dólares e possui camiões com capacidade para 3 785 litros de combustível cada um. A Purple, que opera em Los Angeles e é a maior das cinco startups, possui uma frota de 80 camiões e carrinhas-cisterna e em apenas um ano de existência já possui cerca de 15 mil clientes registados. E, à semelhança das suas concorrentes, também está disponível durante o período noturno. Em pouco mais de seis meses de vida, a “WeFuel” que se assume como a “app que leva o combustível até si”, já conseguiu que todos os seus veículos estejam certificados e respeitem as normas de segurança estabelecidas pelo Departamento de Transportes norte-americano. Não só todos os seus motoristas possuem uma licença específica e formação para transportar e manusear mercadorias perigosas, como também os seus veículos estão devidamente qualificados para o efeito. E esta é uma grande vantagem em relação à concorrência, uma vez que este novo mercado já se encontra sob o olhar atento das autoridades, que começam a questionar a “legalidade” deste novo serviço. As discussões sobre este tema estão na ordem do dia e o próprio Departamento de Bombeiros de Los Angeles já afirmou, através do seu representante, Daniel Curry, que o facto de veículos circularem com centenas de litros de gasolina pelas ruas não é nada seguro e ”é totalmente ilegal”. Em declarações ao Washington Post, Curry referiu que “estamos a equacionar de que forma o serviço poderá ser permitido com algumas restrições... É uma daquelas coisas que ainda ninguém pensou, tal como aconteceu com a Uber. O que posso dizer é que segundo a nossa legislação não é permitido”.
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