segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
07-09-2016
Coimbra
Governo desbloqueia Metro do Mondego
O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas anunciou durante a assembleia geral do Metro do Mondego, realizada ontem em Coimbra, que irá contratar ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), um estudo para a avaliação técnico-operacional e económica-financeira da introdução de um sistema de mobilidade do Mondego, envolvendo os concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã. No âmbito da assembleia geral, foi assinado um protocolo entre o Metro do Mondego e a Câmara de Coimbra para que a autarquia realize obras no canal reservado na baixa da cidade, estando previsto o lançamento dos concursos ainda este ano.
Em comunicado, o Governo refere, relativamente ao estudo de avaliação, que este deverá estar concluído até ao final de janeiro de 2017, e que “vai, entre outros aspetos, aprofundar as análises de custo-benefício já existentes e consolidar a estrutura de financiamento do projeto, com vista à sua candidatura a fundos europeus. Os resultados deste estudo irão ainda contribuir para a definição do futuro modelo de gestão e concessão do sistema de mobilidade a implementar”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, em declarações ao Jornal de Notícias, este estudo vai permitir que “as várias entidades envolvidas fiquem cientes da importância desta operação e reúnam os mecanismos necessários à mobilização dos financiamentos indispensáveis.” Manuel Machado diz esperar que o projeto chegue a tempo de entrar na reprogramação do Portugal 2020, frisando que se isso não acontecer, o projeto será "adiado outra vez para as calendas e isso é intolerável". O autarca adiantou ainda que “o Metro Mondego não transporta ninguém, não está instalado, não há apeadeiros, só há paragens no processo”, em declarações ao Jornal Público. O edil já tinha referido esta semana durante a apresentação dos novos autocarros dos SMTUC que o operador municipal de transportes era “uma peça fundamental” para o sistema de mobilidade do Mondego.

Já Luís Antunes, presidente da Câmara Municipal da Lousã, em declarações à agência Lusa referiu que “todos nós gostaríamos que hoje já tivéssemos outra situação no terreno. Seria desejável que já hoje existisse um sistema de mobilidade que servisse a região”. Sobre o estudo do LNEC, o autarca lousanense declarou que tem como finalidade tirar "conclusões que permitam de forma objetiva apontar uma solução de mobilidade para esta região".

A Sociedade Metro do Mondego foi inicialmente projetado como um metro ligeiro de superfície nos municípios de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, aproveitando o canal ferroviário do ramal da Lousã, mas a solução do BRT (bus rapid transit) tem sido apontada como uma das possibilidades para ligar a Lousã a Coimbra e a beira-rio da cidade aos hospitais. Segundo um balanço feito pela agência Lusa em junho passado já tinham sido elaborados 97 estudos e projetos em execução e investidos 107 milhões de euros.
 
por: Diogo Damião
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Comentários
08-06-2017 0:52:48 por Lousã pelo Ramal
Curioso ler esta notícia depois da apresentação do tal metrobus exBRT
08-09-2016 12:16:25 por Ferreira
Estudos porque nãoPois se para o ano há eleições autárquicas...A falta de carcanhol não deixa outra ferramenta para captar votos. Venham pois mais estudos.Ah e o Metro Mondego
07-09-2016 16:39:37 por Jorge Granjal
Concordo com os restantes comentários, é triste a solução ser mais um estudo, 24 anos e 107 milhões depois.
07-09-2016 16:12:51 por Paulo Fonseca
Mais estudos para quê Avancem é com as obras previstas de implantação do carril.João Pedro Neto: o sr. anda muito mal informado. Em 2009, pouco antes do fecho para obras, circulavam no ramal da Lousã 35 comboios diários com uma média de 170 passageiros por comboio. Refaça lá as contas.
07-09-2016 15:50:57 por Sebastiâo Tavares
O Cartel dos Estudos .....tão ao gosto destes políticos está emergir Quantos milhões irá sorver mais
07-09-2016 15:29:02 por Cândida
Estudos e mais estudos. Tem de haver estudos realizados no passado senão a pergunta que se poe é o que foi feito aos milhoes gastos
07-09-2016 14:55:38 por João Pedro Neto
Enésimo estudo... mais uns milhões gastos... até quando Basta de sonhadores e sejamos objectivos. No último ano de funcionamento, a média de passageiros diário era de 900. Tirem as Vossas ilações.
07-09-2016 14:34:13 por Carlos Gaivoto
Enquanto por cá a falta de Organização Institucional do TP Urbano continua e o desfasamento entre as necessárias políticas de transição ecológica das cidades e regiões e as avaliações e decisões são remetidas ad eternum sem qq esquema director ou contratoplano EstadoRegião noutros continentes, países, regiões e cidades, o investimento em TP não pára. Para se ter uma noção do empenhamento da aposta em TP, é útil ter presente a realidade da região de Paris com 11,5 milhões de hab em 12000km2 e um orçamento gerido pela autoridade de 10mil milhões de euro para corrigir aquelas políticas de transição com o reforço do TC e um passe único de 70 mensal metade para estudantes e mais baixo ainda para famílias de baixo rendimento ver http://www.stif.org/transportsaujourdhui/tarificationfrancilienne/lesrecettestarifairessourcede/article/tablerondeleforfaitnavigotoutes.html. Aqui debatese e criamse soluções para se diminuir problemas causados pela dispersão urbana e consequentes externalidades. Mas, para os que ainda não compreenderam a função do LRT ou do TramTrain numa cidade e região, será bom conhecer e compreender alguns trabalhos como este ver http://www.vtpi.org/LREO.pdf ou ainda como este ver http://www.sintropher.eu/publications/conferenceproceedings/conferenceproceedingsfeb2014supportinggrowththrough.Boas leituras.
  
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