segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

 
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Carga & Mercadorias
29-06-2016

Acordo vigora durante 6 anos

Estivadores do Porto de Lisboa assinam novo CCT

O Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) dos estivadores do Porto de Lisboa, resultado de negociações que decorrem desde janeiro, foi assinado ontem e estará em vigor durante seis anos. Em comunicado, o Ministério do Mar refere que "estão assim formalizadas as bases sólidas para, em clima de paz social, se promover a estabilidade, a confiança e o crescimento do emprego e do porto de Lisboa, da região e do país, no âmbito da implementação de uma abrangente e coerente estratégia de aumento da competitividade do setor portuário, invertendo o caminho descendente dos últimos quatro anos".
Recorde-se que as negociações entre os estivadores e os operadores do porto de Lisboa foram reatadas com um acordo de paz social a 8 de janeiro, que veio a fracassar em abril, e um mês depois - marcado por uma greve que paralisou o porto de Lisboa - o Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores de Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal e os representantes das Associações de Operadores do Porto de Lisboa voltaram a sentar-se à mesa para tentar chegar a uma redacção consensual do novo CCT.
Entretanto, a AGEPOR - Associação dos Agentes de Navegação de Portugal,  já se congratulou com a assinatura do novo CCT do trabalho portuário em Lisboa. A associação salienta que se tratou de um “processo demasiadamente longo e duro que Operadores e Sindicato, com a ajuda do Governo, conseguiram finalmente concluir. Esperamos que a paz social alcançada seja verdadeiramente duradoura. Esta é uma condição essencial para que se recupere um clima de confiança que permita trazer de volta os navios, os serviços e as cargas para o porto”.
A AGEPOR considera ainda que esta assinatura deve também permitir a conjugação de esforços no passo seguinte que consiste na “urgente definição de uma estratégia de ordenamento portuário para a região Lisboa / Setúbal. É imperativo garantir ao mercado, quanto antes, que pode apostar no futuro portuário desta região. Há que dar a conhecer o potencial da oferta de amanhã – que terminais, que horizontes, que projetos”. A AGEPOR diz-se disponível para participar ativamente nesta definição do desenho futuro dos portos de Lisboa e Setúbal. “É um desenho que tarda, é um desenho que urge!”, salienta. Complementarmente, a AGEPOR volta a afirmar que existem oportunidades no mercado de transhipment para a construção de novos terminais portuários, apontando como exemplos os recentes desenvolvimentos em Tanger-Med e Algeciras. “Portugal tem condições para se posicionar e ser escolhido para estes projetos”, refere a associação, adiantando que o “país precisa de investimento, beneficiaria de mais conectividade, e esta é sem dúvida uma oportunidade que não deve ser descurada”.
 
por: Carlos Moura
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