quarta-feira, 15 de Julho de 2020

 
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10-05-2016

Tudo parece impossível até que seja feito!
Recentemente, em Nova Iorque, os países que representam 93 por cento das emissões de gases com efeitos estufa, retificaram o Acordo de Paris, alcançado em 12 de dezembro, na histórica Cimeira do Clima, realizada em Paris. Pela primeira vez na história, o mundo reconheceu o abismo em que o planeta se encontra e, pela primeira vez, o mundo acordou para o muito que tem de ser alterado na forma como a sociedade convive com ele.
A decisão de colocar um travão no aquecimento global, implicando a adoção de medidas globais que levem à descarbonização da Economia, terão implicações e impactos transversais a toda a sociedade.? Em marcha está a inexorável caminhada para encontrar a sustentabilidade que o planeta tanto necessita e que dela tanto depende para a sua sobrevivência.
Sim, é de sobrevivência que se trata! Sobrevivência do modo e qualidade de vida que hoje usufruímos e que ambicionamos que seja maior e melhor, no futuro próximo.
Desenganem-se os céticos e aqueles que julgam que este tema a seu tempo será tratado e que, no momento certo, serão realizadas as necessárias mudanças, para que tais objetivos sejam alcançados, julgando ser prematuro mudar hoje, o que quer que seja.
O filme já não é esse! E a confirmá-lo está a cerimónia de retificação, simbolicamente assinada no Dia da Terra, na sede das Nações Unidas, mas com valor jurídico e vinculativo, nos países signatários.
Nada mais simbólico, sem dúvida, mas nada mais demonstrativo de que o ambiente será a variável mais forte e determinante na definição de políticas futuras, que países e regiões terão de equacionar e implementar.
Os desafios são inúmeros, os impactos serão progressivos, gigantescos e transversais, sendo que o setor dos transportes, a nível global, sofrerá profundas alterações, seja na fonte energética utilizada, nos materiais e equipamentos em que operam, seja na forma como são geridos e disponibilizados.
Ao assumir que “... tudo concorre para que Portugal honre o seu compromisso e em 2050 deixe de utilizar combustíveis de origem fóssil”, o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, representante do Estado português e presente no ato de assinatura, confirma e sinaliza o caminho que o setor dos transportes trilhará no nosso País, nas próximas décadas.
Serão décadas de alterações profundas que vão obrigar à evolução dos modelos de negócio, à reformulação organizacional das empresas, à adoção de novos sistemas e novas formas de produção de serviços, com a dificuldade acrescida de encontrar os necessários equilíbrios que assegurem a conquista de mais produtividade, que garantam maior capacidade na criação de riqueza, de emprego e bem estar.?Impossível, dirão muitos. Mas obrigatório, afirma o Mundo.
Como diria Nelson Mandela, “Tudo parece impossível até que seja feito”.

por: José Monteiro Limão, Transportes em Revista
 
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Comentários
22-06-2016 19:42:40 por Zero à esquerda
O País têm tecnologia para que dentro de 10 meses possa existir o Beyond Oil Gas. Patente portuguesa.Mai nada
  
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