quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
28-04-2016
Alternativa ao Metro do Porto
Câmara de Gaia pondera construir Busway no concelho
A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia está a realizar um estudo que prevê a implementação no Concelho de um sistema Busway, aproveitando o traçado que estava projetado para a segunda fase do Metro do Porto. Recorde-se que esta segunda fase, que previa a extensão da Linha Amarela entre Santo Ovídio e Vila D´Este, entre outras, foi travada em 2011 pelo Governo de José Sócrates e até hoje tem ficado de fora dos Orçamentos de Estado e do financiamento comunitário.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Rodrigues, que falava durante a conferência “ITS Portugal – Da Mobilidade à Acessibilidade – Os Transportes nas Cidades Portuguesas em 2030”, a autarquia está a estudar duas possibilidades para fazer frente ao facto de ainda não ter avançado a segunda fase da expansão do Metro do Porto: «Neste momento estamos a estudar dois caminhos complementares: o do Prémetro, que julgo ter alguma inteligência pela lógica da via dedicada e outro que está acoplado a uma solução de autocarros elétricos e inteligentes em corredor dedicado. Esta solução exige um investimento incomparavelmente menor em termos de infraestrutura e permite chegar a zonas mais recônditas da região, que são zonas onde pouco se justificaria a chegada do metro, mas onde se justifica a chegada de um instrumento de mobilidade que permita alimentar o metro numa lógica de intermodalidade».
No entanto, o autarca gaiense assume que «a extensão da Linha Amarela do Metro do Porto tem de ser uma prioridade, porque resulta do óbvio reconhecimento que sem metro não há possibilidade de melhorar a qualidade dos serviços de transporte, mobilidade e acessibilidade na Área metropolitana do Porto», adiantando que «não podemos passar de um tempo em que se investia de forma atordoada para um tempo em que acabou o investimento no betão. Precisamos de novo investimento em algumas áreas da nossa vida, não é porque no passado se fez betão a mais que agora podemos dizer que está compensado. Não faz sentido esta calibragem. O metro é bom betão e é bom investimento. Mas por si só o Metro não é suficiente para resolver todos os problemas».
Para Eduardo Rodrigues o projeto do Prémetro «não é mais do que uma Busway em cima de uma linha planeada para Metro para não perdermos a expetativa de termos esse investimento contemplado no futuro», adiantando que «existem áreas, nomeadamente nas ramificações a Santo Ovídio, que por mim podem ficar sem metro e com uma linha dedicada a transporte público, principalmente se for eco eficiente. E por uma razão: em alguns casos não se justifica o brutal investimento em infraestrutura, mas sim investimento num transporte ágil, preferencialmente fora de carril, mas em canal dedicado».
O edil de Vila Nova de Gaia afirmou que a autarquia não quer «o metro pelo metro, queremos um metro inteligente» e que este terá de ser «reconfigurador da reabilitação urbana e não chegar ao Hospital de Gaia através de um mega túnel que vai custar 500 milhões de euros que é mais do que o dinheiro disponível para o alargamento da rede do metro do Porto. Para isso tem de ser, prioritariamente, um metro de superfície».

Novo Quadro Comunitário vai penalizar municípios
Durante a conferência, o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia foi também bastante crítico em relação aos Quadros de Apoio Comunitário, ressalvando que estes retiraram capacidade de intervenção aos municípios a um nível geral e na mobilidade em particular. «Basta ver estes conceitos que os PEDUS trazem para a gestão do Quadro Comunitário, como por exemplo a mobilidade suave, para perceber como isto é cínico. Ao mesmo tempo que se fala de mobilidade suave para colocar bicicletas a andar, não deixamos de ter mobilidade dura entre Sines e Lisboa e entre Lisboa e Madrid…mas neste caso já é investimento inteligente. Aqui, no Norte, já não faz sentido e talvez tenha sido por isso que o investimento no alargamento do Metro do Porto tenha ficado postergado, quer no domínio do Quadro Comunitário, quer no próprio Orçamento de Estado», referiu Eduardo Rodrigues.
 
por: Pedro Pereira
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