segunda-feira, 1 de Junho de 2020

 
Reta
Passageiros & Mobilidade
05-12-2012
Para cumprir normas europeias
Lisboa admite restringir carros anteriores a 2000
Fernando Nunes da Silva, vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, alertou para o possível alargamento da proibição de circulação de carros anteriores ao ano de 2000 no centro da cidade.
O responsável da proposta, que foi anunciada para 2013, acrescenta que “se forem poucos os carros afetados pelas restrições de circulação, a procura de soluções para diminuir a concentração de poluentes para níveis legais terá de ser feita pela redução global de tráfego e não apenas nos veículos mais poluentes”.
Portugal foi o único país da Europa a ser condenado pelo Tribunal de Justiça Europeu por não cumprir a Lei de Qualidade do Ar, com 380 mil carros a circular todos os dias na cidade.
por: Laura Melgão
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Comentários
06-12-2012 11:00:29 por Carlos Gaivoto
Lisboa precisa de ter o seu PDU Plano de Deslocações Urbanas e, por consequência, ter a sua Conta Pública do Sistema de Transportes. Estas decisões acerca da gestão do espaço público, em particular, da gestão da mobilidade pressupõem ter o conhecimento de quanto custa o funcionamento do sistema de transportes pois, só a partir daí poderemos formular políticas de mobilidade e de acessibilidade sustentáveis, intevir consequentement e com coerência nos Planos de Urbanização e ter uma informação e avaliação de quanto é que o contribuinte e o colectivo paga. Temos adiado a Organização Institucional do Transporte Público Urbano em Portugal e a cidade de Lisboa, como todas as outras, ao pretenderem formular aquelas políticas de transporte de passageiros, para não falar de mercadorias, ficam sem uma estratégia de desenvolvimento sustentável no sector dos transportes, ficando vulnerável a todas as situações quer de exploração e investimento das redes quer na área do urbanismo. Vejam aqui o exemplo duma cidade europeia que acaba por trazer um projecto que concilia transporte e urbanismo http://mettis.metzmetropole.fr/mediathequeimagesmettis.htmlNeste caso, como em tantos outros por essa Europa fora, de boas práticas, o TP é colocado como prioridade. Nós, por cá, temos feito investimento na melhoria das redes de TP mas, sem um planeamento coerente e integrador com a perspectiva de desenvolvimento sustentável. É preciso que esse debate se torne mais público e que seja avaliado em função dos resultados. Todos sabemos que a actual política de oferta, nem sequer é discutida com os representantes eleitos para a governação da cidade, o que é grave. Provavelmente, quando se fala de Organização Institucional do TP urbano, estamos a falar das Autoridades Organizadoras do Transporte Urbano AOTU e o facto das câmaras estarem representadas nas duas AOTU das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, deveria dar a oportunidade de corrigir as políticas de oferta que, entretanto, estão a ser aplicadas e que estão a agravar os problemas, tanto do lado das poluações, como do lado dos operadores e, por conseguinte, do défice do Estado ler o artigo do Público de 2 de Dezembro. Em relação à multa que se vai ter de pagar em relação ao elevado estado de poluição da cidade causada pela circulação automóvel, ela só nos vem dar razão quando dizemos que é preciso ter outra política de mobilidade e de acessibilidade sustentáveis. E se as pessoas continuam a ir de automóvel para o centro que até é a zona com maior oferta de TP, algo deve estar a precisar de ser corrigido e não será com medidas que furam a igualdade de direitos de acesso. Lisboa já deu importantes passos no ordenamento da circulação do Terreiro do Paço, ou na Ribeira das Naus que evitam mais o tráfego de atravessamento. Muitas das ruas da Baixa não deveriam ser parques de estacionamento pois, até nem há muitos residentes. A formulação da solução deverá ter em conta a redinamização do comércio e em muitos casos, passa por haver mais ruas pedonais vejase os elevados volumes de tráfego pedonal na Rua Augusta. A circulação automóvel terá de ainda ser mais repensada e o reforço do TP e dos modos suaves também. A Avenida da Liberdade continua a ter os tráfegos diários da circulação automóvel que poluem se se continuar a considerar que é possível conjugar os objectivos de mobilidade com acessibilidade sustentável com a mesma repartição modal. Afinal, os resultados apontam no sentido contrário. Saber tirar essa lição,com certeza passará por considerar outra solução. É altura de conceber plano para se atingir os objectivos muito claros de, por exemplo, duplicar a procura de TP até 2025 como refere a UITP. Talvez por aqui, possamos encontrar outro caminho de prioridade ao TP aliviando mais as cargas do TI mas, a ser terá que ser para todos. É claro que as políticas de oferta da cidade aos automóveis nos últimos 30 anos, foram sempre de beneficiar o automóvel e isso não se muda num mês. Por tudo isto, a AMTL com o município de Lisboa devem promover o debate público com apresentação de soluções. Não é por isso que a AMTL está a elaborar o PDU Ficamos à espera.
  
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