quarta-feira, 24 de Maio de 2017

 
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Carga & Mercadorias
15-12-2015
31 de dezembro a 21 de janeiro
Estivadores anunciam nova greve em Lisboa
O Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal anunciou um novo pré-aviso de greve para o período compreendido entre 31 de dezembro e 21 de janeiro, nos portos de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz. O pré-aviso de greve refere que a greve envolverá todos os trabalhadores portuários efetivos e também aqueles que possuam vínculo portuário de duração limitada, cujas entidades empregadoras ou utilizadoras sejam ETP’s ou empresas de estiva em atividade nos referidos portos, compreendendo-se ainda no âmbito da paralização as empresas titulares de direitos de uso privativo na respetiva área portuária.
Relativamente a situação de abandono do porto de Lisboa por alguns armadores e linhas de navegação, designadamente a Hapag-Lloyd ou a Maersk Line, o Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal descarta quaisquer responsabilidades, imputando-as às empresas de trabalho portuário. “Esta realidade é provocada pela situação operacional deficiente que tem vindo a ser oferecida pelos operadores / empresas de estiva que detêm as concessões dos terminais portuários de Lisboa e não está relacionada, pelo menos até ao momento, com a greve em curso”, pode ler-se num comunicado do sindicato. Aquela organização sindical acrescenta que “as razões das alterações laborais no porto de Lisboa são neste momento da única e exclusiva responsabilidade dos operadores, uma vez que a AETPL (Associação – Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa), de que os mesmos são os únicos associados, deixou de colocar cerca de 50 trabalhadores eventuais, que sempre prestaram serviço exclusivo no porto de Lisboa, desde há cerca de oito anos, e que, por escrito, já manifestaram a sua disponibilidade para trabalhar”.
Entre os fundamentos para este pré-aviso de greve, o sindicato destaca a utilização que “empresas de estiva, e outras, vêm itentando fazer de trabalhadores portuários, e não portuários, em ações de formação para habilitar profissionalmente outra mão-de-obra desnecessária para o setor, tendo por fim a ocupação concorrencial ulterior desta mão-de-obra em postos de trabalho, pondo desse modo em risco a estabilidade ocupacional dos atuais profissionais portuários e a sua segurança de emprego”. Por outro lado, as empresas de trabalho portuária também são acusadas de terem passado a contratar, desde inícios de 2013, meios operacionais e de mão-de-obra fora do setor sem que tivessem deixado de vigorar as condições legais e convencionais aplicáveis a título de regulamentação própria das operações portuárias em causa.
por: Carlos Moura
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Comentários
17-12-2015 14:53:32 por mar
Com tanto porto na orla costeira portuguesa bem que podiam acabar com a greve devolvendo o espaço à cidade de Lisboa.
  
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