quinta-feira, 23 de Março de 2017

 
Passageiros & Mobilidade
04-04-2011
Redes Sociais
Qual o Retorno do Investimento de uma presença online?
A questão é complexa e ainda muita tinta vai correr sobre este assunto, ainda não existe uma resposta concreta para esta questão. A gestão de topo e os marketeers ainda estão confusos sobre o porquê de necessitarem de lidar com toda esta questão do Social Media, muitos estão a ignorar a história da evolução dos meios de divulgação dos mídia ao longo do tempo e as suas respectivas revoluções, estamos neste momento a viver mais uma, trata-se apenas de uma fase de transição.

Nesta fase, o ROI não se espelha necessariamente em novos lucros e vendas rápidas, mas é mais facilmente medido pela quota de mercado que a empresa não perde para os seus concorrentes. O Social Media é apenas uma nova forma de comunicação preferencial para os clientes já existentes, nos mercados que conhecemos, onde os clientes vão escolher as marcas com quem se vão ligar e interagir no futuro. Se estes motivos não são suficientes para investirem fortemente neste novo meio, estão a cometer um erro muito grave.
Os consumidores passam cada vez mais tempo em “sites” de Social Media de diferentes tipos, os seus comentários e posts encontram-se cada vez mais relacionados com o que estão a fazer no seu dia-a-dia. Muitas marcas já criaram contas no Facebook e Twitter, estas podem ser um meio fundamental para influenciar o modo com os seus consumidores vão interagir, especialmente no que se refere à sua vida “online”, podendo criar relações de confiança e respeito entre ambas, podendo criar numa pessoa, um ímpeto maior para o consumo através do Social Media do que através da comunicação tradicional.
 


Presentemente as pessoas pesquisam “online” para irem comprar offline (ROPO – Research Online, Purchase Offline). Brevemente, uma parte das transações vai passar para dentro das redes sociais. O Comércio Social vai ter um grande impacto em toda a avaliação, conversão e “lealdade” da relação do cliente para com a marca.
Antes de avançar, alguns mitos merecem ser clarificados. O Social Media não é uma perda de tempo, não é complicado, não é qualquer pessoa que consegue fazer esse trabalho (normalmente dado ao estagiário com as suas respectivas consequências), não será a próxima bolha a rebentar dentro em breve e não vamos ter que mudar toda a maneira da empresa trabalhar (a optimização do mesmo irá trazer grandes benefícios para muitas empresas).
Existem algumas maneiras de tentar contornar os ditos mitos e tentar maximizar o valor e impacto da marca/empresa “online”:
1. Definam correctamente o que pretendem analisar e antes de arrancarem façam benchmarks do que os vossos concorrentes estão a fazer e tenham um planeamento do que pretendem desenvolver na actividade online, só depois avancem;
2. Na estratégia criem interactividade com o consumidor, criem e publiquem conteúdos que fomentam a interacção com o utilizador (actual ou possível futuro cliente). Os conteúdos devem trazer valor para o utilizador, isso é que irá criar a interacção;
3. Alterar as métricas de medição, contem os cliques, tentando medir o impacto da marca. Avaliem a interacção entre a presença nas redes sociais, “site” corporativo ou de marca, blogue ou página de campanhas publicitárias (landing pages);
4. Olhem para estes meios digitais como forma mais rápidas de obter feedback sobre a vossa marca, sem terem que gastar tanto dinheiro com estudos de mercado e de marca, pois têm uma boa parte dos vossos clientes à distância de um clique (exemplos: votações, questionários, comentários nos fóruns ou artigos publicados, entre outros);
5. “Marquem” os utilizadores que mostrem interesse na sua marca, estes terão mais predisposição para visionar publicidade da vossa marca e vir a comprar/usufruir dos vossos serviços.
Existem presentemente muitos serviços no mercado e formas de medir o impacto da campanha, o mais tradicional são as impressões e percentagem de clicks (CTR – Click Through Rate) que se espera gere leads e expectavelmente as procuradas vendas. As métricas mais conhecidas são o custo por mil (CPM), o custo por click (CPC), o custo por lead (CPL) e o custo por venda (CPV). Nos últimos tempos, Dean Donaldson (da Eyeblaster) começou a promover o Dwell time, que poderá ser explicado de uma maneira simplista como o tempo que uma pessoa interage com a marca “online”.

 

 

Nas redes sociais as pessoas tornam-se fãs, seguidores, leitores e membros da comunidade da marca e têm nomes e perfis definidos, permitindo às empresas adoptar a linguagem à pessoa com quem estão a falar e de acordo com a sua estratégia, esta conversa poderá decorrer em qualquer lugar. A presença deve ser um esforço conjunto entre o marketing, a comunicação e toda a restante organização incorporando métricas de engagement, caso contrário, todos os esforços de monitorização, medição e análise vão pelo cano abaixo.
Quando um utilizador faz um “gosto” numa marca no Facebook, ele torna-se parte da comunidade dessa mesma marca, tornando-se brevemente num botão de “lealdade” para com a marca, permitindo com a evolução destas plataformas para o comércio trocar pontos como descontos para os produtos.
A média dos orçamentos de comunicação das empresas para a componente “online” é de cinco a sete por cento, prevê-se que esta percentagem suba nos próximos anos. O Social Networking faz parte do dia-a-dia de milhares de consumidores a nível mundial, as redes sociais irão tornar-se na nova geração de “site” de comércio electrónico. As empresas que quiserem manter-se competitivas e que forem as primeiras (Early Adopters) a entrar terão melhores bases para enfrentar o Comércio Social e as respectivas mutações destas plataformas.
por: Nuno Silva Pereira, Consultor de Desenvolvimento de Negócio no Portal SAPO
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