domingo, 26 de Janeiro de 2020

 

 
 
 
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Carga & Mercadorias
12-07-2010
 
Plano Estratégico indica objectivos
Viana do Castelo quer movimentar até 1 milhão de toneladas/ano
O Plano Estratégico do Porto de Viana do Castelo prevê, num cenário optimista, que até 2016, aquela infra-estrutura portuária possa movimentar cerca de 986 mil toneladas de mercadorias. No ano de 2008, o Porto de Viana de Castelo movimentou um total de 475 mil toneladas, ainda longe das 600 mil toneladas/ano que garantem o equilíbrio financeiro daquele que é o porto comercial mais pequeno do país.




Os objectivos integrados neste Plano Estratégico que prevê um investimento de 12,9 milhões de euros até 2016, antevêem investimentos e iniciativas a curto prazo para os próximos três anos, onde se destacam a promoção comercial do porto; uma campanha plurianual de dragagens e reposição de fundos e manutenção dos canais e bacia de manobra, de modo a manter o calado nominal nos oito metros; a entrada em funcionamento durante o primeiro trimestre de 2010 de uma nova lancha de pilotos, recentemente adquirida; a aquisição de novos equipamentos; a construção de acessos rodoviários ao porto e ainda a possibilidade de construção de um ramal ferroviário que ligará directamente o porto de Viana à rede ferroviária nacional. Com estas iniciativas, APVC – Administração do Porto de Viana do Castelo, pretende não só aumentar o tráfego portuário tendo por base os actuais clientes como também as melhores condições operacionais e eficiência na manipulação das cargas que passam pelo porto, ser auto-suficiente economicamente, aumentar o investimento em infra-estruturas e equipamento de movimentação de cargas e tornar os preços praticados mais competitivos. Segundo Matos Fernandes, presidente da APVC «queremos construir um porto que valha a pena; uma empresa com trabalhadores motivados; uma infra-estrutura e um conjunto de equipamentos que garantam a eficiência na movimentação de carga e navios; uma comunidade portuária comprometida com o sucesso do porto de Viana». O responsável, que falava durante a cerimónia de apresentação do Plano Estratégico que contou com a presença do ministro da Tutela, António Mendonça, referiu ainda que «queremos servir melhor, captar novas cargas, ir mais além nas cadeias logísticas dos clientes que já hoje nos procuram e ser um factor de atracção industrial. Iremos fazê-lo de forma integrada e sustentável, procurando valorizar a nossa excelente localização»


A elaboração do plano ficou a cargo do consultor espanhol José Luís Estrada, que apresentou aquilo a que chamou de Plano de Acção para a Modernização e Melhoria da Competitividade do Porto de Viana do Castelo. Este documento, de acordo com o consultor espanhol, é equivalente a um plano Estratégico mais um plano Director e pretende dar um novo rumo ao porto de Viana do Castelo, que actualmente está «numa situação difícil financeira e economicamente» devido principalmente à redução de tráfego que ocorreu nos últimos anos. A passagem da APVC para o domínio da APDL – Administração dos Portos de Douro e Leixões, foi também um factor que ditou a elaboração desta nova estratégia, que também irá originar uma concertação de esforços entre os dois portos para concorrer com Vigo. No entanto, esta cooperação entre os dois portos não irá significar «deslocalização de serviços de Leixões para Viana do Castelo» referiu à Transportes em Revista, Matos Fernandes. O presidente das duas autoridades portuárias revelou que «o que irá acontecer é o reforço das capacidades do Porto de Viana do Castelo de modo a conseguir melhorar o serviço que actualmente prestamos. Iremos trabalhar com os clientes que já temos e fazer um esforço para captar novos clientes e alargar o nosso hinterland».


Em 2008, a APVC registou um total de 475.504 toneladas movimentadas e 189 navios. José Luis Estrada, no seu estudo, criou três cenários de evolução: um optimista que prevê a movimentação de 986 mil toneladas de mercadorias (459 navios), outro pessimista que aponta para as 586 mil toneladas de mercadorias movimentadas (278 navios) e um cenário base, com 784 mil toneladas e 379 navios. Todas elas acima dos números actuais registados pelo Porto de Viana do Castelo, o que comprova a intenção da APVC de melhorar substancialmente os resultados daquele porto.

Para Matos Fernandes «o ano de 2009 foi um ano deficitário. Sabemos que não é com passes de mágica que se mudam cadeias logísticas antigas e arreigadas. Ficámos agora a saber que o equilíbrio financeiro da empresa é atingido às 600 mil toneladas/ano (estamos ainda longe dessa meta). Só, também, quando atingirmos as 400 mil toneladas/ano a ser movimentadas por um potencial concessionário se poderá, com rigor, falar na concessão da operação, tal como a lei e as regras de mercado nos impõem». Um dos futuros objectivos da APVC, que estão previstos neste estudo, passa mesmo pela concessão de um terminal polivalente no cais comercial com meios e equipamentos modernos e competitivos e, ao mesmo tempo, externalizar os serviços portuários, assim como a ampliação dos terraplenos. A APVC pretende ainda estabelecer, de acordo com as empresas da comunidade portuária, preços mais baixos para cada tráfego ou serviço do que os dos portos concorrentes. Outros dos objectivos a curto prazo da APVC passam por aumentar as respectivas receitas fixas, constituir e fortalecer a comunidade portuária, iniciar uma política comercial e de marketing em colaboração com a comunidade portuária, incorporar pelo menos uma linha regular de contentores e outra de transporte marítimo de curta distância; e aparecer de forma mais regular nos órgãos de comunicação social.



A cerimónia de apresentação do plano estratégico do porto de Viana do Castelo contou com a participação do ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, António Mendonça, e do secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca. O ministro referiu que «o Governo está empenhado em criar as condições para que o porto de Viana do Castelo seja viável» anunciando ainda que estão «a ser feitos estudos para melhorar os acessos ferroviários ao porto». Segundo António Mendonça «a verba para a construção dos acessos rodoviários já estão contemplados no PIDDAC» assegurando que é necessário «articular o porto de Viana do Castelo com outros portos, principalmente o de Leixões».

Pedro Costa Pereira
pedro.pereira@transportesemrevista.com
 
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